Cuanza Norte: INAC repudia violência contra menor

Cuanza-Norte-crianças submetidos a trabalho infantil (ANGOP)
Cuanza-Norte-crianças submetidos a trabalho infantil (ANGOP)
Cuanza-Norte-crianças submetidos a trabalho infantil (ANGOP)

O director do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cuanza Norte, José Maria Pereira António, repudiou sexta-feira, em Ndalatando (Cuanza Norte), toda prática de violência que prejudica o desenvolvimento físico e psicológico da criança.

José Maria que falava à Angop, a propósito do 12 de Junho, Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, criticou igualmente os pais que deixam os seus filhos andarem descuidados, atravessarem sozinhos as ruas em como manda-los comprar bebidas alcoólicas ou cigarro.

O responsável do INAC focou ainda a exploração comercial de que são vítimas algumas crianças, quando são mandadas a vender certos produtos, sem usufruírem de qualquer benefício desta actividade.

Segundo o responsável, existem na província pais que maltratam publicamente os seus filhos, não os incentivam à ida para escola entre outras práticas, procedimento que afecta sobremaneira a auto-estima, provocando consequências graves na vida adulta.

Para José Maria, o trabalho infantil bem como a pressão física e psicológica podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Na opinião do director do INAC, apar do trabalho infantil, a violência psicológica é a mais grave, já que o indivíduo conserva na memória toda a informação negativa, esquecendo-se do essencial para o seu desenvolvimento.

Para o presente ano, realçou, a instituição que dirige vai levar à reflexão da sociedade a questão do trabalho infantil, em que várias crianças são envolvidas.

Com efeito, exortou às famílias a evitarem a pratica do trabalho infantil, uma vez que muitas crianças trabalham sob orientação de adultos, contrariando as convenções sobre os seus direitos.

O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil foi instituído em 2002 pela Organização Internacional do Trabalho em Assembleia da ONU, com o objectivo de alertar a população para o facto de muitas crianças serem obrigadas a trabalhar diariamente quando deveriam estar na escola a aprender e a construir um futuro melhor para si e para as suas famílias. (portalangop.co.ao)

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