Costa “empurra as pessoas para os sistemas privados” de reformas

Mota Soares (D.R)

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social afirmou hoje que o líder socialista está a “empurrar as pessoas para os sistemas privados” de reformas depois de António Costa ter dito que poderia haver um desagravamento temporário das suas contribuições para o Estado.

Mota Soares  (D.R)
Mota Soares (D.R)

Mota Soares, que falava à margem da visita da comissária europeia Marianne Thyssen, responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral ao Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação (CINEL), afirmou que “quando alguém anuncia que quer retirar receita do sistema providencial, que serve para pagar as pensões, o subsídio de desemprego e que serve para pagar uma parte muito importante da proteção social tem de dizer efetivamente como consegue garantir esse mesmo financiamento”, referindo-se às declarações de António Costa numa entrevista à SIC.

Assim, o ministro interrogou que se o PS pretende fazer isso através de impostos, “quais são os que têm de subir para continuarmos a pagar as pensões dos portugueses ou o subsídio de desemprego?”.

Segundo Pedro Mota Soares, “dizer que as pessoas não tem capacidade de escolha perante a organização da sua pensão futura, ou seja vão ter de descontar menos e ter menos pensão no futuro, é ter um sistema de plafonamento obrigatório, empurrando as pessoas para os seguros privados”.

Na entrevista à SIC, questionado se um trabalhador, individualmente, pode recusar uma redução das suas contribuições para o sistema público de Segurança Social, o líder socialista respondeu negativamente, mas, logo depois, procurou assegurar que os trabalhadores não terão qualquer penalização significativa na formação da sua pensão futura em resultado do desagravamento temporário das suas contribuições no período entre 2016 e 2019.

Neste ponto, depois de interrogado se vai aumentar a idade da reforma, António Costa disse não ter razões para alterar a Lei de Bases da Segurança Social de 2007 no que toca ao fator de sustentabilidade. (noticiasaominuto.com)

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