Consenso salvaguarda interesse do PK, diz ministro Francisco Queiroz

Francisco Queiroz - Ministro da Geologia e Minas (Foto: Gaspar Dos Santos)
Francisco Queiroz - Ministro da Geologia e Minas (Foto: Gaspar Dos Santos)
Francisco Queiroz – Ministro da Geologia e Minas (Foto: Gaspar Dos Santos)

O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, afirmou hoje, em Luanda, que a procura de consenso em alguns temas da organização tem sido conseguido através de soluções equilibradas, que permitem salvaguardar os interesses institucionais do Processo Kimberley (PK).

Ao intervir na cerimónia de abertura da reunião de Intercessão do Processo Kimberley, Francisco Queiroz saudou àqueles que, neste exercício, usam uma linguagem conciliatória, de respeito pelas posições de cada um e de não agressão verbal à dignidade e sensibilidade dos outros, pois, com isso, se dignifica o debate democrático, um dos princípios mais eficazes da organização.

Referiu que Angola alcançou a presidência do PK em Novembro de 2014 por ser pioneiro desta organização, pela sua experiência enquanto país produtor de diamantes, promoção do diálogo nos órgãos do PK e pela sua diplomacia.

Por seu turno, o presidente do PK, Bernardo Campos, referiu-se ao facto de Angola ter sido o berço da ideia estratégica que deu origem ao processo Kimberley, quando, em 2000, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, apresentou ao representante das Nações Unidas, Robert Fowler, as linhas que, em seu entender, seriam a chave para o combate eficaz dos diamantes de conflito.

Foram essas linhas mestras que permitiram proclamar está grandiosa instituição em Kimberley, África do Sul, em 2003, disse Bernardo campos, referindo-se ao trabalho já realizado pelo organização durante os primeiros seis meses, com destaque para a prestação de assistência técnica a República Centro Africana, a liderança da retoma das exportações de diamantes da República da Costa do Marfim, assim como a clarificação de algumas questões de base com a Venezuela.

O presidente do PK pediu aos grupos de trabalho para continuarem a envidar esforços tendentes a melhoria dos mecanismos de controlos internos que permitam reduzir o sofrimento das populações, particularmente da República Centro Africana.

Bernardo campos pediu igualmente ao grupo de trabalho de monitorização no sentido de fazer com que a República Centro Africana retome as exportações de diamante o mais breve possível e que se acompanhe o trabalho na Republica da Venezuela de modo a terminar a sua auto-suspensão. (portalangop.co.ao)

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