Condições de habitabilidade são essenciais para coesão das famílias – Ministro

Ministro do Urbanismo e Habitação, José Silva, durante a 3ª Conferencia Internacional do Imobiliario (Foto: Henri Celso)
Ministro do Urbanismo e Habitação, José Silva, durante a 3ª Conferencia Internacional do Imobiliario (Foto: Henri Celso)
Ministro do Urbanismo e Habitação, José Silva, durante a 3ª Conferencia Internacional do Imobiliario (Foto: Henri Celso)

O ministro do Urbanismo e Habitação, José Silva, considerou hoje (segunda-feira), em Luanda, as condições de habitabilidade como elementos essenciais para a coesão e estabilidade das famílias.

O governante teceu estas considerações durante a abertura da 3ª Conferência Internacional do Imobiliário, que decorreu sob o lema “Projectos habitacionais – Desafios e Sustentabilidade na Construção e manutenção”, numa promoção da Imogestin.

Na ocasião, o ministro realçou a necessidade de se prosseguir com as medidas de reforma do arrendamento urbano, no sentido da sua dinamização, disponibilizando ao mercado instrumentos de redução do risco do aumento da oferta de casas para alugar e da redução do valor das rendas.

“O baixo poder aquisitivo de segmentos consideráveis de cidadãos, as dificuldades no acesso ao crédito para aquisição da casa própria, impõem que se encontrem ofertas habitacionais alternativas, cuja viabilidade passa essencialmente pelo arrendamento”, reforçou o governante.

Segundo o ministro, as realidades sociais e demográficas do país deverão cada vez mais estar reflectidas no novo desenho urbano, promovendo uma habitação que corresponda as formas, tipologias, flexibilização e adaptação, as situações de mobilidade condicionada.

O percurso realizado pelo país, relativo a produção habitacional, é absolutamente notável, importa prosseguir este caminho tendo em consideração o deficit habitacional ainda existente, que se estima em aproximadamente 1,5 milhões de habitações.

“O crescimento económico de Angola, tendencialmente concentrado no litoral e nas principais cidades, perspectiva para 2020 uma taxa de urbanização de cerca de 72 por cento e estima-se que 60 por cento da população angolana viva em centros urbanos”, acrescentou.

José Silva apelou, por outro lado, a necessidade da iniciativa privada investir de forma significativa na área habitacional, para que se aumente as alternativas do acesso a habitação.

Temas como “Sustentabilidade económica e Financeira dos projectos habitacionais”, “Dimensão e sustentabilidade do projecto alta de Lisboa” e “Modelo de gestão e manutenção da urbanização Nova Vida” serviram de debates e reflexões dos participantes na 3ª Conferência Internacional do Imobiliário Imogestin – 17 anos.

A conferência, que serviu para saudar o décimo sétimo aniversário da Imogestin celebrado hoje, contou com a participação de governantes, empresários nacionais e internacionais, académicos e outras individualidades. (portalangop.co.ao)

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