CINEL vai ministrar cursos aos quadros angolanos nas áreas das fibras ópticas

(Foto: D.R.)
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Quarenta e quatro angolanos vão receber formação nas áreas das fibras ópticas. Numa primeira fase, o curso terá duração de 15 dias.

A formação em fibras ópticas arranca no mês de Julho e será exclusiva para trabalhadores da Fibrasol. Segundo o director do Centro de Formação Nacional (CINEL), Conceição Matos, ainda não há uma data certa para o arranque da formação: “A data de início da formação depende, essencialmente, da agenda de trabalhos em campo da empresa Fibrasol, que condicionará a disponibilidade dos formandos”, disse.

Conceição Matos adiantou que é intenção da Fibrasol, numa fase posterior, formar os seus técnicos da área em acções que deverão decorrer durante 6 meses.

Conceição Matos diz que a integração na Rede Mundial de Laboratórios Remotos vai permitir aos formandos em Angola, e noutros países, aceder a equipamentos laboratoriais existentes na sede do CINEL, em Lisboa, e outros equipamentos existentes em oito universidades situadas em vários pontos do mundo.

“A Fibrasol está muitíssimo bem equipada e, como tal, não necessita de equipamentos específicos para a realização da formação. Neste caso, o contributo do CINEL é a realização da formação nas instalações da empresa, deslocando, para o efeito, um formador a Angola”, explicou.

Questionado sobre o ponto de situação do projecto de instalação e manutenção de 4.000 km de fibra óptica, o director disse: “A infra-estrutura já está feita, e a Fibrasol faz a sua manutenção. Trata-se dum contrato anual de manutenção sem termo previsto”, explicou. Por outro lado o responsável diz que o contributo da CINEL é apenas ao nível da formação técnica de alguns dos trabalhadores da Fibrasol.

CINEL, 30 anos de existência O CINEL foi criado há 30 anos por protocolo subscrito entre o IEFP e ANIMEE, tendo, desde a sua génese, uma forte preocupação com a formação dirigida às empresas. O responsável explica que se trata de um centro de cariz eminentemente tecnológico cuja formação é feita no mercado, junto das empresas do sector.

“Só é possível se se garantirem elevados padrões de qualidade e houver uma permanente preocupação em modernizar-se de modo a acompanhar a evolução tecnológica”, disse Conceição Matos. O director diz que isso se faz através da realização de investimento em tecnologias e da formação dos seus quadros.

“O que, devo dizer, não é tarefa fácil, pois o conhecimento nestas áreas torna-se obsoleto ao fim de cerca de 30 anos! Ora, os números falam por si. O CINEL tem vindo a ganhar cada vez mais expressão, diversificando as suas áreas de intervenção, que no início era só a electrónica. Hoje temos as energias renováveis, as TIC com certificações específicas, a multimédia, os laboratórios remotos, a tecnologia Android, entre outras”, disse.

O responsável espera apostar em novos laboratórios e na formação contínua de quadros, e recrutar formadores com perfil e com competências adequadas.

“Ao longo destes 30 anos passaram pelo CINEL cerca de 41.000 pessoas que nos procuraram para se qualificar, e é muito gratificante termos exemplos de como o do formando que está a trabalhar na Fibrasol e se lembra do centro que o formou. Que melhor prova precisa para se atestar o nosso reconhecimento no mercado?”, disse ao Expansão. (expansao.ao)

Por: Sita Sebastião

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