Cerveja Cuca já chegou e quer produzir em Portugal

(Foto: D.R.)
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A cerveja angolana admite investir numa fábrica no país, para fazer face aos custos de exportação de Luanda para Lisboa. É um dos temas da Rumo, que foi lançada ontem.

A exportação de um contentor custa 1700 a 1800 dólares, a partir de Luanda, sem contabilizar os custos de inspeção das mercadorias. Por isso, para algumas marcas angolanas, produzir fora pode ser a melhor solução. Agora, um ano depois de a cerveja angolana chegar a Portugal, o grupo Castel Angola, proprietário da marca, está a ponderar começar a produzir a Cuca aqui, segundo revela à Rumo o administrador-delegado, Philippe Frederic.

Esta é uma das notícias avançadas pela renascida revista Rumo, publicação de economia angolana, com foco no business intelligence, cujo primeiro número saíu a 8 de junho, e será distribuído com o DN. Trata-se de um renascimento de uma marca de media, cujo primeiro lançamento aconteceu em dezembro de 2011.

De publicação mensal, a revista tem como diretor o angolano César Silveira e faz parte do portfólio de marcas do grupo Media Rumo, cuja direção executiva é assumida por Aylton Melo, Nilza Rodrigues e Rosália Amorim.

A Rumo está disponível também em versão digital através do site www.rumo.co.ao.

Cuca cada vez mais perto

Neste regresso, a publicação revela que a cerveja Cuca é atualmente exportada de Angola para São Tomé e Príncipe, Portugal e Londres. À Namíbia “chegam também algumas quantidades da cerveja através do posto fronteiriço de Santa Clara, na província do Cunene, Angola”, explica ainda Philippe Frederic à Rumo.

Para Portugal, o ritmo médio de exportação é de dois contentores a cada dois meses, mas a intenção do grupo é aumentar essas quantidades.

O gestor afirma que 1800 dólares de custo de exportação por um contentor é excessivo e que o ideal seria não passar dos 1200 dólares, tendo em conta a realidade atual, que se caracteriza pela “aposta de Angola na diversificação da economia”.

Frederic defende que o país deve procurar mecanismos para facilitar e promover as exportações, ao invés de dificultar o processo, uma vez que nas atuais condições o produto deixa de ser competitivo no exterior.

Fruto destes elevados custos, o gestor estima que a cerveja exportada custa entre 30% e 40% mais face à concorrência local em Portugal.

O responsável adianta ainda à publicação angolana que amanhã chegará às bancas com o DN que o grupo tenciona apostar noutros mercados, como é o caso de “Cabo Verde e dos países vizinhos, nomeadamente os dois Congos”.

Outras grandes apostas passam pelos Estados Unidos da América e também pelo Brasil. Além da famosa Cuca, o grupo produz as marcas de cerveja Eka e Nocal. (dn.pt)

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