CEO de Vale do Lobo é o oitavo arguido do caso Sócrates

(Foto: D.R.)
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Diogo Gaspar Ferreira garante ser vítima de “uma cabala”. E acrescenta: “Não conheço Sócrates. E parece-me estranho alguém que desempenhou cargos públicos levar uma vida faustosa como ele”.

O administrador do Vale do Lobo, o resort de luxo algarvio que está na mira do Ministério Público por suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal envolvendo José Sócrates, diz que está a ser vítima de uma “cabala”.

Diogo Gaspar Ferreira diz que não querer “servir de bode expiatório” na Operação Marquês e nega qualquer envolvimento nas alegadas transferências na Suíça de 12 milhões de euros, realizadas entre 2008 e 2009 pelo seu sócio e acionista do empreendimento, Hélder Bataglia. Em causa

“Não podemos confundir o Vale do Lobo com pessoas. O Vale do Lobo é uma empresa, tudo o que se passa lá dentro é feito com a maior das transparências”, disse.

Sobre o empresário luso-angolano Hélder Bataglia, o presidente do conselho de administração da Vale do Lobo Empreendimentos, diz apenas que não conhece “as dezenas de negócios que ele tem”, e garante ainda não terem entrado em contacto um com o outro. “Imagino que ele imagine que eu tenho o telefone sob escuta”.

O oitavo arguido no âmbito das investigações na Operação Marquês nega alguma vez ter conhecido Carlos Santos Silva ou José Sócrates. “Nem tenho grande apreço pelo senhor. Parece-me estranho alguém que desempenhou cargos públicos levar uma vida faustosa como ele”.

no dia 8 de Junho, o DN avançava que o procurador Rosário Teixeira tentava agora estabelecer ligação entre diploma que revê Plano de Ordenamento do Algarve e dinheiro de Hélder Bataglia.

Segundo informações recolhidas pelo DN, no último interrogatório com o Ministério Público (quarta feira, 27 de maio) o antigo governante foi confrontado com a resolução do Conselho de Ministros 102/2007 de 24 de maio, que aprovou o novo Plano Regional de Ordenamento do Território para o Algarve (PROTAL), e com a ligação desta às transferências de dinheiro que terão sido feitas em 2008 e 2009 para uma conta na Suíça. Foi também no último interrogatório que ficou a saber que era suspeito de corrupção para ato ilícito. Mas não soube qual o ato em concreto. (dn.pt)

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