Bié: Centralidade do Cuito tem 3 mil casas concluídas

Deolinda Gonçalves, vice-governadora para a Àrea Económica e Política do Bié (Foto: D.R.)
Deolinda Gonçalves, vice-governadora para a Àrea Económica e Política do Bié (Foto: D.R.)
Deolinda Gonçalves, vice-governadora para a Àrea Económica e Política do Bié
(Foto: D.R.)

As obras implantadas numa área de trezentos hectares tiveram início nos finais de 2011 e têm um acompanhamento do governo provincial do Bié no processo de construção.

O programa de urbanismo e habitação em curso nas cen­tralidades horizonte, nos municípios do Cuito e Andulo, vai acomodar mais 7 mil famílias e proporcio­nar, assim, uma redução gradual do enorme défice nesse sentido na província do Bié.

As obras, implantadas numa área de 300 hectares, tiveram iní­cio em 2011, com um acompanha­mento faseado do governo do Bié que almeja acima de tudo justiça social e o bem-estar dos angola­nos residentes nesta região.

O coordenador comercial e de marketing da Kora Angola, empresa subscritora do projecto, Crispim Costa, informou ao “JE” sobre o andamento dos trabalhos e que a empreitada se resume numa cons­trução de baixa e média renda. O responsável disse ainda estarem já concluídas mais de 3 mil unidades habitacionais na Centralidade do Cuito, contempladas com serviços sociais que vão proporcionar uma plena acomodação nos imóveis em execução nesta.

Crispim Costa disse também ao JE que decorrem em paralelo acções de urbanização internas, infra-estruturas de captação e abastecimento de água potável. Referiu estar, ainda, em curso a construção do sistema de trata­mento de águas residuais, pro­dução de energia eléctrica, bem como de espaços recreativos e os acessos viários.

Sobre as componentes físicas, Crispim Costa adiantou que os imóveis são de tipologia T3, com 100 metros quadrados, e que os edifícios apresentam três forma­tos diferentes que proporcionam uma diversidade estética à cen­tralidade. O projecto horizonte, lembrou o responsável da Kora Angola, contempla prédios de quatro pisos, com oito aparta­mentos cada e moradias de um e dois andares. Todos possuem duas casas de banho e uma zona de lavandaria, de acordo com Crispim Costa. As novas cidades do Cuito e do Andulo, segundo o coordenador, contemplam a construção de prédios mistos, contendo uma zona comercial no piso zero e outra habitacional nos andares superiores.

“O método de construção das centralidades é em painéis de betão celular autoclavado “BCA”, que é uma técnica larga­mente difundida no universo da construção e que permite, com economia de tempo e recurso, a construção de casas, bairros e centralidades”, disse.

EMPREITADA DA PROVÍNCIA DO BIÉ COM ENTREGA PREVISTA PARA 2016

Nova Centralidade no Bié (Foto: D.R.)
Nova Centralidade no Bié
(Foto: D.R.)

Na fase final de execução da centralidade está prevista a construção de escolas e várias infra-estruturas sociais

A vice-governadora do Bié para o sector económico, Deolinda Belvina Gonçalves, disse recen­temente à imprensa, no Cuito, que as duas centralidades que estão a ser erguidas no Cuito e no Andulo podem ser entregues aos beneficiários em 2016. A emprei­tada, que contempla 6.000 apar­tamentos no primeiro município e 1.000 no segundo, começou a ser contruída em 2011.

“As duas centralidades que estão a ser erguidas na provín­cia podem ser entregues ainda em 2016. Outras obras de grande impacto social estão em execu­ção na província, o que prova o esforço do Governo em criar condições dignas para a popu­lação”, disse.

O Jornal de Economia apu­rou que, quer a Centralidade do Cuito, quer a do Andulo pos­suem residências do tipo T3, algumas concluídas já no ano subsequente ao do arranque das obras, ou seja, em 2012.

A nossa equipa de reporta­gem apurou, ainda, que a falta de energia e de água potavél nas centralidades, assim como o atraso na conclusão dos serviços básicos retardam a entrega das primeiras moradias do projecto habitacional horizonte.

Na Centralidade do Cuito, lem­bre-se, o processo de construção da central de captação e trata­mento de água potável teve início no passado mês de Maio. Quanto à energia, proveniente da barra­gem do Ngove, já é um facto.

O JE apurou, por outro lado, que nesse momento não estão avaliados os preços a serem pra­ticados na venda dos imóveis e que as candidaturas para aqui­sição dos mesmos estão suspen­sas.

200 FOGOS HABITACIONAIS A BOM RITMO

Novos edifícios (Foto: Edson Fabrizio)
Novos edifícios
(Foto: Edson Fabrizio)

No que se refere aos outros municípios, a construção dos 200 fogos habitacionais, a nível da província do Bié, decorre a bom ritmo. Para esse efeito, a construção das residências nos restantes sete dos nove municípios da região encontra-se já na sua fase conclusiva, segundo apurou o JE.

As 200 casas estão a ser erguidas nos municípios do Chinguar, Chitembo, Cunhinga, Catabola, Camacupa, Cuemba e Nharea, estando nesse momento mais de 90 por cento da sua execução física realizados.

Nos municípios em referência, sublinhe-se, as residências estão orçadas em cerca de 4 milhões para os seleccionados, com prioridade de 30 por cento para a juventude da província ligada à função pública.

A selecção das empresas construtoras foi feita segundo a capacidade técnica, financeira e humana dos empreiteiros apurados nos concursos públicos, que são apelados, para o efeito, a apresentar obras com qualidade e trabalhar com responsabilidade.

Lembre-se que os vários projectos habitacionais em curso em todo o país reforçam a actividade do Governo central no quadro dos programas de combate à fome e à pobreza no seio da população. (jornaldeeconomia.ao)

Por: SVD e MC

1 COMENTÁRIO

  1. Como cidadão e munícipe o que faria para aderir um apartamento na centralidade do cuito desculpe?

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