Austrália: Tony Abbott pede participação no combate contra jihadismo

Primeiro-Ministro Australiano, Tony Abbott (D.R)

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, pediu hoje aos países da Ásia-Pacífico a participarem no combate contra o ‘jihadismo’ na abertura de uma cimeira regional sobre o tema, insistindo na dimensão mundial da ameaça representada pelo grupo Estado Islâmico.

Primeiro-Ministro Australiano, Tony Abbott (D.R)
Primeiro-Ministro Australiano, Tony Abbott (D.R)

Na presença de ministros e representantes de 30 países e de responsáveis de empresas de Internet como a Google, Facebook e Twitter, o chefe do Governo australiano afirmou que era crucial encontrar soluções para vencer a ideologia dos movimentos extremistas, que atraíram para a Síria e Iraque milhares de combatentes estrangeiros.

“Vocês não podem negociar com entidade como essa, vocês não a podem combater”, afirmou a propósito do Estado Islâmico, acrescentando que não é um terrorismo localizado, mas sim “mundial”.

“A defesa verdadeiramente eficaz contra este terrorismo é a de persuadir as pessoas de que é inútil”, afirmou Abbott.

A cimeira de dois dias arrancou hoje em Sydney, numa altura em que Barack Obama autorizou o envio de mais 450 soldados norte-americanos — elevando o número para 3.550 — para acelerar a formação das tropas iraquianas, sobretudo sunitas, envolvidas na luta contra o Estado Islâmico.

As autoridades australianas acreditam que 110 australianos saíram do país para se juntarem à luta no Iraque e na Síria, entre os quais duas dezenas que já morreram em combate.

A Austrália elevou o alerta terrorista em setembro do ano passado e um mês depois aprovou a Lei contra os Combatentes Estrangeiros, a segunda de três partes de um pacote legislativo mais vasto contra o terrorismo, que amplia os poderes dos serviços de informação e permite o acesso sem restrições à Internet por parte dos serviços secretos, assim como acesso a metadados.

O Governo australiano também pretende alterar as leis de imigração e cidadania, assim como reprimir aqueles que promovam a violência extremista, como parte do reforço da luta do país contra o terrorismo. (noticiasaominuto.com)

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