Apesar dos obstáculos, crescem as chances de um acordo nuclear definitivo com Irão

(AFP)
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O Irão está tentando evitar compromissos detalhados. Os franceses estão mantendo sua linha-dura. E o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enfrenta uma batalha para vender qualquer coisa a um Congresso céptico.

Apesar desses e outros obstáculos, parece cada vez mais provável que os negociadores alcancem um acordo histórico para restringir o programa nuclear do Irão por pelo menos uma década, em troca de alívio de sanções, disseram autoridades ocidentais e iranianas.

Autoridades norte-americanas, incluindo Obama, há muito tempo afirmam que vêem na melhor das hipóteses uma chance de 50-50 de conseguir um acordo com o Irão. Essa continua a ser a linha oficial, mas diplomatas próximos às negociações disseram à Reuters que as chances são maiores, agora que os ministros das Relações Exteriores e outros negociadores se dirigem para Viena na semana que vem, para a etapa final de um processo de negociações de quase dois anos.

O optimismo cauteloso, dizem eles, não é tanto pelos progressos alcançados na superação de pontos críticos quanto pela intensa pressão política sobre as delegações norte-americana e iraniana para que cheguem a um acordo que acabe com um impasse nuclear de 12 anos entre o Irão e países ocidentais.

“Nós não podemos descartar a possibilidade de fracasso, mas … parece mais provável que vamos conseguir alguma coisa. Não até 30 de Junho, mas talvez nos dias que se sigam”, declarou uma autoridade ocidental à Reuters, referindo-se ao prazo estipulado para um acordo.

Outra autoridade ocidental afirmou: “Acho que haverá um acordo porque os dois lados mais importantes precisam dele.”

As seis potências mundiais que participam das negociações- Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China – têm como objectivo impedir o Irão de adquirir capacidade de desenvolver uma bomba nuclear. Em troca, elas iriam levantar as sanções internacionais que debilitaram a economia iraniana.

Um acordo preliminar alcançado no início de abril deixou ainda por serem resolvidas grandes divergências, incluindo o regime de verificação para garantir o cumprimento iraniano do acordo e o cronograma para remoção das sanções. (reuters.com)

por Louis Charbonneau; Reportagem adicional de Arshad Mohammed e Lesley Wroughton

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