António Costa: “A direita portuguesa mudou de natureza”

António Costa (D.R)

O caso José Sócrates continua a não merecer uma análise de António Costa, nem do ponto de vista político. “Isso é um tema de jornalistas”, afirma.

António Costa (D.R)
António Costa (D.R)

António Costa acredita que a “a direita portuguesa mudou de natureza”. A coligação PSD/CDS que nos governa “não é a direita que conhecíamos da doutora Manuela Ferreira Leite, do professor Cavaco do doutor Balsemão. Esta é uma direita radical do ponto de vista económico”, considera o secretário-geral do PS em entrevista ao jornal Público.

Mas que natureza é esta da atual direita que governa o país’ Para António Costa, não há dúvidas de que “não são xenófobos nem são uma ameaça às liberdades, mas ideologicamente radicais do ponto de vista liberal, como a direita portuguesa nunca tinha sido”-

O candidato socialista, aliás, vai mesmo mais longe, atribuindo parte dos problemas do país não à eventual incapacidade da liderança política, mas sim às opções feitas por questões ideológicas.

“Este Governo desde o princípio encarou esta crise internacional como uma oportunidade histórica para procurar fazer o maior ataque ao Estado Social que existiu alguma vez em Portugal”, concretiza.

Na sua perspetiva, havia opções políticas diferentes em cima da mesa. Mas “o que estivemos a pagar foi toda uma agenda ideológica radical”. “Acha que foi uma gaffe o primeiro-ministro dizer que queria ir além da troika?”, questiona António Costa a dada altura da entrevista, fazendo ainda referência aos 600 milhões de cortes em pensões sugeridos pela ministra as Finanças. “É mesmo o que querem fazer”, responde. (noticiasaominuto.com)

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