Antigo embaixador moçambicano nega envolvimento em desvios da Petrobrás

Murage Issac Murargy (DR)
Murage Issac Murargy (DR)
Murage Issac Murargy (DR)

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) garantiu à VOA não ter realizado qualquer acto impróprio enquanto foi embaixador de Moçambique em Brasília, de 2006 a 2012.

Murade Isaac Murargy reagia à notícia publicada pela revista brasileira Veja, em que o nome do então representante de Maputo aparece citado numa investigação sobre desvios na petrolífera do Brasil, Petrobras.

Numa das conversas, os executivos de empresas brasileiras mencionavam uma aproximação com o então embaixador Murargy, por intermédio de contactos de uma pessoa denominada “Brahma”, que seria o ex-Presidente Lula da Silva, segundo um documento da investigação citado pela revista.

O actual secretário-geral da CPLP explicou ter-se encontrado com o então Presidente Lula da Silva e várias empresas no quadro da diplomacia económica do Governo de Moçambique.

“Fiz o que devia ter feito no âmbito da diplomacia económica, tive encontros com Presidente Lula para preparar a sua visita a Moçambique, bem como dirigentes de muitas empresas no sentido de que investissem em Moçambique”, explicou Murargy, que disse “não ver por que este assunto causa espanto”.

O então diplomata embaixador moçambicano em Brasília afirmou que várias das empresas citadas investiram em Moçambique “e lá se encontram”.

Questionado se houve pagamento de propinas aos negociadores, um dos aspectos investigados na operação Lava Jato, no Brasil, Murade Isaac Murargy foi peremptório: “O embaixador não assina contratos, apenas abre caminho, quem assina contratos são os ministros”, descartando qualquer tipo de corrupção.

Na conversa com a VOA, o actual secretário executivo da CPLP reiterou que “também a nível da comunidade, continua a advogar e a fazer diplomacia económica”.

Murargy, que diz haver muitas contradições nas várias notícias sobre o assunto, lembrou que ele foi apenas citado, e que não está a ser investigado no Brasil.

Segundo a revista brasileira Veja, a 14ª. fase da Operação Lava Jato, realizada na passada sexta-feira, resultou na prisão de executivos e presidentes das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

A conversa divulgada pela Veja teria ocorrido em 2013 e as autoridades estão a investigar se há ilegalidade no encontro agendado entre os executivos e o então embaixador moçambicano. (voa.com)

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