Angola defende apoio da comunidade internacional na erradicação da violência

Representante permanente de Angola junto da ONU e outras organizações internacionais, Apolinário Correia (Foto: Francisco Miudo)
Representante permanente de Angola junto da ONU e outras organizações internacionais, Apolinário Correia (Foto: Francisco Miudo)
Representante permanente de Angola junto da ONU e outras organizações internacionais, Apolinário Correia (Foto: Francisco Miudo)

Angola defende que a comunidade internacional continua a desempenhar o seu papel de prestar assistência técnica aos países visados, na busca de soluções sustentáveis e pôr termo à violência para o restabelecimento da paz e da estabilidade política.

Este pronunciamento foi feito hoje (segunda-feira), em Genebra (Suíça), pelo representante permanente de Angola junto da ONU e outras organizações internacionais, embaixador Apolinário Correia, durante o debate geral da 29ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos.

Neste sentido, sublinhou, Angola, na qualidade de presidente em exercício da Conferência Internacional para a região dos Grandes Lagos, acolheu no passado dia 18 de Maio, em Luanda, uma Cimeira de Chefes de Estado e de Governo.

A cimeira, prosseguiu, analisou os recentes acontecimentos do Burundi e a crise humanitária que despoletou e tem um impacto negativo sobre os países vizinhos.

Em relação a República Centro Africana, afirmou que existe um clima de optimismo moderado quanto à possiblidade da concretização efectiva do processo de paz, reconciliação e estabilização do país.

Na sua intervenção, o embaixador fez referência as recentes vagas de imigrantes no Mediterrâneo e no Sudoeste Asiático, que constituem uma emergência humanitária que deverá encontrar respostas eficazes para terminar com esta tragédia humana.

Reiterou o engajamento do Governo angolano nos seus compromissos com a promoção e protecção dos direitos humanos.

Na declaração feita na abertura da sessão, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, chamou atenção para a necessidade permanente e o compromisso que os Estados devem assumir, apoiando os mecanismos de promoção e protecção dos direitos humanos.

Sublinhou que deve-se acautelar os direitos das pessoas que sofrem com a discriminação, privação e violência.

“Isto deve estar no centro do nosso trabalho. Quanto mais sofrem, mais temos de nos concentrar na tarefa de ajudá-los”, afirmou.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos referiu-se também aos conflitos que se registam em várias partes do Globo, apontando como causas factores como a ganância, ambição, contradições, a falta de diálogo e o desprezo pela vida humana.

A 29ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, a decorrer até ao dia 3 de Julho, não contará com Segmento de Alto Nível. Em agenda estão previstos debates sobre a Situação dos direitos dos migrantes, Tráfico de seres humanos, Violência contra a mulher, Situação dos Deslocados, Direito à liberade de expressão, Direito à manifestação e reunião, Execuções Sumárias, Extrema pobreza e Direito à Saúde e Educação.

No decurso da sessão serão adoptados os Relatórios finais sobre o Exame Periódico Universal de 14 países, examinados durante a 21ª sessão do Grupo de Trabalho sobre o UPR, e considerados diversos relatórios temáticos. (portalangop.co.ao)

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