Angola considerada exemplo no pagamento regular de quotas na União Africana

João Lourenço, Ministro da Defesa (Foto: Lucas Neto)
João Lourenço, Ministro da Defesa (Foto: Lucas Neto)
João Lourenço, Ministro da Defesa (Foto: Lucas Neto)

A República de Angola sempre foi um exemplo nono pagamento de quotas nas organizações a que pertence, afirmou hoje (terça-feira), em Luanda, o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço. particularizando o caso da União Africana (UA).

João Lourenço fez esta afirmação à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, após regressar ao país, proveniente da África do Sul, onde participou, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na 25ª Sessão Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), que decorreu de 14 a 15 do corrente mês.

“Angola sempre foi bom contribuinte nas organizações da qual faz parte e em relação à União Africana a situação é a mesma. Aliás, nessa questão, estamos bem posicionados em termos de pagamentos de quotas”, salientou.

De acordo com o governante angolano, fruto deste contributo há uma proposta de incremento das quotas em cerca de 125% para alguns países da organização.

“A nossa contribuição é exemplar a tal ponto que existe uma proposta para o seu incremento, o que foi reclamado pela parte angolana. Já contribuímos bastante e não nos parece justo o aumento das quotas de alguns países, incluindo Angola. Foi criada uma comissão ad-hoc para reavaliar a proposta, que deverá apresentar os resultados em Outubro na próxima reunião”, referiu.

Em relação à cimeira, o titular do sector da Defesa Nacional considerou o evento bastante positivo, por analisar vários aspectos relacionados com a situação política, económica e de segurança do continente.

“O balanço é positivo. Trabalhou-se bastante e aprovou-se os documentos agendados”, concluiu.

Sob o lema “2016, o ano do empoderamento e desenvolvimento da mulher, rumo à agenda 2063 de África”, o encontro de Chefes de Estado e de Governo da UA abordou aspectos relacionados com o combate ao terrorismo, a luta dos países africanos pela dignidade da mulher africana e o combate a várias endemias como o HIV/SIDA e o Ébola.

Em análise estiveram também questões atinentes ao grau de decisão das cimeiras anteriores, a integração, livre circulação, a criação da zona de comércio livre no continente africano e o financiamento da organização, bem como a situação das reformas institucionais da UA, com vista a dotar este órgão de uma melhor eficácia.

A União Africana (UA), que sucedeu a Organização da Unidade Africana (OUA), ajuda na promoção da democracia, direitos humanos e desenvolvimento econômico no continente africano especialmente no aumento dos investimentos estrangeiros por meio do programa Nova Parceria para o Desenvolvimento da África.

Tem como objetivos, a unidade e a solidariedade africana e defende a eliminação do colonialismo, a soberania dos Estados africanos e a integração económica, além da cooperação política e cultural no continente. A União Africana congrega 54 membros. (portalangop.co.ao)

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