Angola alberga reunião do Processo Kimberley

Presidente do Processo Kimberley, Bernardo Campos (Foto: Joaquina Bento)
Presidente do Processo Kimberley, Bernardo Campos (Foto: Joaquina Bento)
Presidente do Processo Kimberley, Bernardo Campos (Foto: Joaquina Bento)

Angola vai acolher, de 22 a 26 deste mês, em Luanda, a reunião de intercessão do Processo Kimberley (PK), um encontro que congrega mais de 200 delegados de 82 países e que se realiza todos os anos desde a sua fundação em 2003.

O encontro de Luanda tem como o objectivo fazer o balanço das actividades desenvolvidas até ao momento, e preparar os assuntos a serem discutidos na reunião plenária que terá lugar em Novembro próximo na capital do país .

Entretanto, sabe-se que os membros da organização vão também procurar nesta reunião indicar o vice-presidente do PK, um impasse que opõe o Dubai e a Austrália desde Novembro de 2014 aquando da reunião plenária realizada em Guangzhou (China ).

A este propósito, o presidente do Processo Kimberley, Bernardo Campos, disse hoje, em Luanda , em conferência de imprensa, que nos primeiros dias da reunião de intercessão a Austrália vai fazer um pronunciamento sobre a solução encontrada para se ultrapassar este impasse.

O presidente do PK explicou a propósito, que as regras e procedimentos da organização dizem que a presidência é automática, passa a presidente o país que exerceu a vice–presidência no ano em curso. Entretanto, continuou, a presidência é eleita, existindo a regra de consenso, o que quer dizer que, caso exista um elemento dos 54 membros que compõem o PK que não aceita, há um bloqueio total, sublinhou.

Informou que o Dubai apresentou a sua candidatura em Março do ano passado, e em Outubro a Austrália também candidatou-se.Na altura da eleição (11 a 14 de Novembro), apesar do exercício diplomático feito nenhum dos países retirou a sua candidatura .

“ Esse bloqueio entre os dois candidatos impediu que houvesse uma solução para o avanço imediato de um dos países como vice- presidente para o PK 2015″, disse Bernardo Campos.

Ao fazer o balanço do trabalho realizado por Angola no primeiro semestre deste ano , na qualidade de Presidente do Processo kimberley, Bernardo Campos disse ser positivo, a contar pelo número de acções desenvolvidas até ao momento, e pelos resultados que estão a ser obtidos.

Informou que no cumprimento do programa de trabalho de Angola foi possível desbloquear a exportação de diamantes ao nível da Costa do Marfim (sob embargo há muitos anos por causa do conflito armado) .

Em relação à República Centro Africana, disse, foram feitas várias missões de revisão e visitas que possibilitaram identificar condições favoráveis (áreas sem conflito) para se retirar o embargo.

Em relação à Venezuela , que se retirou do PK em 2008, disse, fruto de um grande trabalho realizado pela actual presidência, este país vai finalmente estar presente na reunião de intercessão com uma delegação de alto nível. Angola foi solicitada para prestar assistência técnica à Venezuela para que este possa reintegrar-se no PK.

Segundo Bernardo Campos, durante a reunião a Venezuela vai apresentar o seu programa de trabalho e posteriormente, caso o Executivo Angolano aceite prestar assistência técnica, decorrerão alguns meses de trabalho no âmbito desta prestação de serviço.

O Processo de Kimberley é um sistema de certificação internacional que regula o comércio de diamantes em bruto impedindo o fluxo de diamantes das zonas conflituosas e de guerra.

Angola preside do Processo Kimberley desde Janeiro deste ano. (portalangop.co.ao)

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