Amoreiras põe turistas a ver Lisboa com a cabeça à roda

Centro Comercial Amoreiras (Foto: D.R.)
Centro Comercial Amoreiras (Foto: D.R.)
Centro Comercial Amoreiras
(Foto: D.R.)

Lisboa vai ter um novo miradouro: Amoreiras 360 Sightseeing. Localização? O cimo da Torre 1 do centro comercial Amoreiras. Data de arranque para visitas? Último trimestre de 2015. O Amoreiras quer, cada vez mais, afirmar-se como O Ponto Alto de Lisboa, um foco de atração para os milhares de turistas que visitam a capital. Só o ano passado, 10 milhões foram ao centro, 5% dos quais turistas.

“Estamos a fazer contactos com empresas de cruzeiros, hotéis, agências de viagem, para atrair público à vista de Lisboa em 360o”, diz Nelson Leite, diretor do Amoreiras. O percurso deverá ter um custo de 5 euros, estando planeadas ações de cross selling com as diversas lojas do centro. O objetivo afinal é ajudar a subir as vendas que, só no ano passado, registaram um crescimento de 8,7%.

O Amoreiras também foi apanhado na onda mundial que colocou Lisboa no passaporte de muitos viajantes com poder de compra. “O mercado chinês, angolano, brasileiro, também o russo, são mercados com uma propensão acima da média para o consumo e, naturalmente, focamo-nos em atraí-los”, adianta Fernando Oliveira, administrador da Mundicenter, dono do Amoreiras.

Este ano, apesar das visitas estarem a crescer 4%, “sentimos o abrandar entre o público angolano”. Com o preço do petróleo a descer, o mercado chinês, seguido do brasileiro, assumiu a dianteira. “Não só algumas lojas têm empregados que falam em mandarim como tivemos a preocupação de termos sites e folhetos em mandarim e alguém no balcão de informações [o Chen] capaz de os receber”, diz Fernando Oliveira. Para este target, há ainda um folheto, tal como nos museus, que propõe um percurso de 30 ou de 60 minutos de visita às 247 lojas do centro.

A atenção ao público asiático é visível na mais recente campanha do centro que arranca em junho, com criatividade da TBWA Lisboa, a agência de publicidade que ganhou a conta após consulta ao mercado. O Ponto Alto da Cidade é a nova assinatura. Ponto alto que o centro quer também que seja ao nível de sabores, depois do investimento de 2,5 milhões de euros no food court do Amoreiras.

As obras começaram há um ano, tendo o centro aberto também aqui a vista de Lisboa aos visitantes. Contrataram o atelier Saraiva e Associados de Miguel Saraiva e de Nini Andrade Silva – designer de interiores responsável por projetos como The Vine Hotel e Aquapura Douro Valley Hotel – para criar um espaço de restauração que fosse a “imagem e cara do Amoreiras”. “É diferenciado em termos dos materiais utilizados, da organização do espaço, da iluminação, na criação de um ambiente que não é propriamente o de centro comercial”, considera Fernando Oliveira. “Tivemos também a preocupação de criar diversidade e qualidade também na oferta”, reforça. A nova praça de alimentação recebeu um total de 18 novos espaços, como o Barbatana by Porto de Santa Maria, do chef estrela Michelin Miguel Laffan. Mas também novas ofertas como Padaria Portuguesa, Selfish, Pizarria do Bairro ou o Prego Gourmet. Os resultados não tardaram a surgir. “No conjunto dos centros da Mundicenter a restauração cresce 6,5% nos primeiros quatro meses e o Amoreiras, ainda sem todos os restaurantes abertos, cresceu em abril acima dos 10%”, adianta.

No universo Mundicenter, a crise que levou alguns operadores a colocar ativos no mercado, como o Dolce Vita Monumental, não se tem sentido. “Temos vindo a crescer, tanto em termos de tráfego como de vendas. O ano passado tivemos um crescimento de cerca de 9% das vendas e este ano, no acumulado, de 8%. O tráfego tem aumentado à volta de 5%”, diz o administrador. (dinheirovivo.pt)

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