África do Sul: Questões de paz e segurança dominam agenda da 25ª Sessão Ordinária da União Africana

Bandeiras dos Estados-Membros parte da União Africana (UA) (ANGOP)
Bandeiras dos Estados-Membros parte da União Africana (UA) (ANGOP)
Bandeiras dos Estados-Membros parte da União Africana (UA) (ANGOP)

Questões ligadas à paz, segurança, combate ao terrorismo e a luta dos países africanos pela dignidade da mulher africana são alguns dos principais pontos que fazem parte da agenda de trabalho da 25ª Sessão Ordinária de Chefes de Estados e de Governo da União Africana (UA) que hoje, domingo, tem início, na cidade de Joanesburgo, África do Sul.

A República de Angola, neste evento que vai decorrer até segunda-feira (15), participa com uma delegação chefiada pelo ministro da Defesa Nacional, João Gonçalves Lourenço, em representação do Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos.

O encontro vai ainda analisar o grau de decisão das cimeiras anteriores, a integração, livre circulação, a criação da zona de comércio livre no continente africano, o financiamento da organização, bem como a reestruturação da União Africana com vista a conferi-la maior eficiência.

Integram a delegação angolana, a ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, os embaixadores de Angola junto da União Africana, Arcanjo do Nascimento, das Nações Unidas Esmael Martins, e na República Democrática do Congo, Emílio Guerra, e a embaixadora na África do Sul, Josefina Pitra Diakite.

A União africana, que sucedeu a Organização da Unidade Africana, ajuda na promoção da democracia, direitos humanos e desenvolvimento económico no continente africano especialmente no aumento dos investimentos estrangeiros por meio do programa Nova Parceria para o Desenvolvimento da África.

Outro objectivo principal da UA continuará a ser a unidade e solidariedade entre os países e povos de África, defender a soberania, integridade territorial e independência dos seus Estados membros e acelerar a integração política e socioeconómica do continente, para realizar o sonho dos “pioneiros”, que em 1963 criaram a OUA.

Dos 54 estados africanos, 53 são membros da nova organização: Marrocos se afastou voluntariamente em 1985, em sinal de protesto pela admissão da auto-proclamada República Árabe Saharaui, reconhecida pela OUA em 1982.

Apesar de se registarem actualmente em África alguns conflitos de carácter político, pode-se dizer que a maioria dos países do continente possuem governos democraticamente eleitos. De uma forma geral, os governos africanos são presidencialistas, com excepção de três monarquias existentes no continente: Lesoto, Marrocos e Swazilândia.

A União Africana possui vários órgãos para regular o funcionamento das entidades e as relações entre seus membros. Alguns exemplos são a Assembleia, o Conselho Executivo e a Comissão da UA.

A Assembleia da União Africana é formada pelos Chefes de Estado e de Governo dos países membros, ou seus representantes devidamente acreditados; é o órgão supremo da União.

A África tem aproximadamente 30,27 milhões de quilómetros quadrados de terra. Ao norte é banhado pelo Mar Mediterrâneo, ao leste pelas águas do oceano Índico e a oeste pelo oceano Atlântico. O sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas destes dois oceanos. É o segundo continente mais populoso do Mundo (depois da Ásia), com aproximadamente 800 milhões de habitantes.

Basicamente agrário, pois cerca de 63 porcento da população habita no meio rural, enquanto somente 37 % mora em cidades. No geral, é um continente que apresenta baixos índices de desenvolvimento económico. O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde apenas um porcento do produto mundial. Grande parte dos países possui parques industriais poucos desenvolvidos, enquanto outros nem sequer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura.

O principal bloco económico é a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), formada por 14 países: Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. (portalangop.co.ao)

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