Vendas de Portugal para Angola baixam 23% e atingem mínimos de 2011

Lisboa (Foto: D.R.)
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Portugal pode vir a deixar de ser o principal vendedor de bens e serviços a Angola, que também já não é o maior fornecedor de petróleo do país.

Portugal pode vir a perder o estatuto de parceiro comercial privilegiado de Angola, revelam os dados do Anuário de Comércio Externo do INE relativo a 2014. No ano passado, o país manteve-se como a principal fonte das importações angolanas, pesando 15,86% do total, muito próximo da China, responsável por 13,25% das compras de Angola ao exterior.

A antiga potência colonial tem vindo, de resto, a perder peso como origem das importações do País. Em 2012, pesava 18,67% do total, baixando para 16,49% em 2013. Já a China, que é há anos o principal destino das exportações angolanas, tem vindo a afirmar-se também como origem das importações. A tendência que se vem sentido nos últimos anos confirmou-se nos primeiros três meses de 2015, de acordo com dados divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística português, segundo o qual as exportações de Portugal para Angola decresceram para o valor mais baixo dos últimos quatro anos.

Segundo o organismo, entre Janeiro e Março deste ano registou- se um forte abrandamento nas trocas de bens e serviços, e Angola deixou de ser um dos cinco parceiros comerciais preferenciais de Portugal. No período em análise, revela o organismo com sede em Lisboa, as exportações portuguesas para Angola regrediram mais de 23%, para cerca de 552 milhões de euros (67,2 mil milhões Kz), os resultados mais baixos nas vendas de bens e serviços para o mercado angolano desde 2011.

De acordo com o INE luso, Angola foi ultrapassada na lista de parceiros comerciais portugueses pelo Reino Unido e pelos EUA. No Top 5 português, estão ainda Espanha, Alemanha e França. Em sentido inverso, também se registou um abrandamento, com as importações de Portugal provenientes de Angola, constituídas essencialmente por petróleo, a caírem quase 64%.

O saldo com Angola mantém-se positivo, devido à descida do preço do crude e à redução das compras de petróleo ao País. Em primeiro lugar como abastecedor, entre Janeiro e Março, estava a Arábia Saudita, seguindo-se Angola e o Cazaquistão. (expansao.ao)

Por: Ricardo David Lopes

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