Umberto Eco: “No momento em que todos têm direito à palavra na internet, temo-la dada aos idiotas”

Umberto Eco na sua casa em Milão (Foto: João Céu e Silva) (Foto: D.R.)
Umberto Eco na sua casa em Milão  (Foto: João Céu e Silva) (Foto: D.R.)
Umberto Eco na sua casa em Milão
(Foto: João Céu e Silva)
(Foto: D.R.)

O escritor Umberto Eco está a lançar o seu mais recente livro: ‘Número Zero’. Uma crítica violenta ao esquecimento das pessoas e ao mau jornalismo no que respeita à corrupção política e social. No romance conta a história de um jornal que servirá para pressionar, usando escândalos.

A teoria da conspiração é o prato forte do novo romance de Umberto Eco. Passa-se em 1992 para que a Internet e Berlusconi não viessem piorar o cenário em que uma redação falsa se prepara para lançar um jornal também falso. O escritor gosta do que é falso, até diz que sempre foi fascinado por isso, mas está irritado com a desatenção que os cidadãos prestam aos escândalos políticos, económicos e sociais.

Diz que a escrita deste romance o reconciliou com MIlão, onde vive há 30 anos.

Na entrevista que deu ao DN garante que tudo o que conta, salvo a fantasia sobre o corpo de Mussolini, é verdadeiro, teve processos judiciais e já foi publicado: “O pior do que conto no meu romance não é o que se fez de terrível, mas que as pessoas se estejam nas tintas para todos esses acontecimentos. Vejo que tudo entra por uma orelha e sai pela outra das pessoas, como se as coisas terríveis que se passaram há 50 anos não preocupem ninguém e sejam aceites tranquilamente. Acho que ninguém me quer silenciar pois não sou Roberto Saviano, que conta segredos da mafia atuais. Eu conto coisas sobre as quais até a BBC já fez um documentário.” (dn.pt)

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