Tornado mata ao menos 13 pessoas no norte do México

Carros destruíram os muros das casas na cidade de Acuña, atingida pelo terremoto (REUTERS/Ramiro Gomez)
Carros destruíram os muros das casas na cidade de Acuña, atingida pelo terremoto (REUTERS/Ramiro Gomez)
Carros destruíram os muros das casas na cidade de Acuña, atingida pelo terremoto
(REUTERS/Ramiro Gomez)

Um tornado matou ao menos 13 pessoas nesta segunda-feira em Acuña, uma cidade do norte do México que faz fronteira com os Estados Unidos. Um garotinho de sete anos está desaparecido e mais de mil casas foram total ou parcialmente destruídas.

Apesar de ter passado apenas por seis alguns segundos sobre a cidade de 136 mil habitantes, o furacão foi tão poderoso que caminhões de grande porte foram arrancados do chão e lançados sobre as casas. De acordo com o serviço mexicano de protecção civil, os ventos atingiram entre 270 e 300 quilómetros por hora.
Cenário de destruição

Os objectos lançados pelo vento feriram quase 230 pessoas. Oitenta e oito delas, seguem recebendo tratamento nos hospitais. Imagens da televisão local mostram casas destruídas, postes atravessados nas ruas e carros cobertos de detritos ou repousando sobre muros e telhados destruídos. O serviço telefónico na cidade está parcialmente interrompido.

Bombeiros e oficiais da protecção civil vasculham a cidade, procurando sobreviventes entre os escombros dos prédios destruídos. A maior parte das vítimas estava nas ruas no momento da tragédia. Três pessoas – incluindo duas crianças – morreram com o desabamento do telhado de uma casa.

O prefeito de Acuña, Evaristo Lenin Perez, anunciou a abertura de oito abrigos temporários para as pessoas que tiveram suas casas destruídas e fez um apelo pelo envio de água, alimentos e roupas para as vítimas.
Dilma no México

O presidente Enrique Peña Nieto ofereceu ajuda federal e disse que tornados deste tipo são “raros no país”. O acidente aconteceu no mesmo dia em que a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, chegou no México para sua primeira visita oficial ao país. Mas ela desembarcou na capital, que fica a mais de mil quilómetros do local da tragédia, e foi recebida por Peña Nieto no Palácio Nacional.

O mau tempo também causou inundações do outro lado da fronteira. Nos estados americanos de Texas e Oklahoma, três mortes foram confirmadas e 12 pessoas seguem desaparecida.

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