Tailândia: cimeira sobre refugiados com milhares abandonados no mar(Vídeo)

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A crise de refugiados no sudeste asiático é tema de uma reunião em Banguecoque de representantes de 17 países da região e de outros países asiáticos, dos EUA, da Suíça e do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

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Milhares de refugiados originários do Bangladesh e na maioria da Birmânia, que tentavam chegar à Indonésia e à Malásia, continuam em embarcações à deriva no golfo de Bengala, abandonados pelos traficantes.

Estas rotas de imigração clandestina, que passam pelo Bangladesh e pela Tailândia, estão sob controlo de redes de traficantes e das autoridades locais.

A representante dos Estados Unidos, Anne Richard, apelou ao resgate urgente destes imigrantes. Washington, que tem mantido uma operação de vigilância no espaço aéreo da Malásia, recebeu permissão de Banguecoque para alargar ao território tailandês estes voos.

Muitos dos imigrantes da Birmânia, pertencem à minoria muçulmana rohingya, perseguida naquele país. Segundo Andrea Giorgetta, responsável da delegação para o sudeste asiático da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH),10% da população rohingya do estado de Arakan, no oeste da Birmânia (entre 80 mil e 100 mil pessoas), terá abandonado o país.

Na Birmânia, os rohingya não têm direito à nacionalidade, não podem ter mais de dois filhos, não lhes é permitido circular no país nem frequentar a escola ou a universidade. Em consequência, são cada vez mais numerosos os refugiados desta etnia.

De acordo com o alto-comissário adjunto do ACNUR, Volker Turk, para resolver as causas desta crise “é necessário que a Birmânia assuma inteiramente as responsabilidades que tem para com os seus habitantes”. Esta posição foi rejeitada pelo representante da Birmânia, Htin Lynn, que protestou contra uma estigmatização do seu país.

A reunião de Banguecoque foi convocada pela Tailândia, sob pressão de um relatório do Departamento de Estado norrte-americano sobre o tráfico de seres humanos, após a descoberta, no início do mês, de valas comuns com mais de 130 corpos de imigrantes mortos no meio da selva.

Os campos de refugiados na Indonésia acolhem emigrantes do Bangladesh e da minoria muçulmana rohingya. Com frequência, a rota escolhida pelos rohingya, quando abandonam a Birmânia, começa por tentar chegar ao Bangladesh, de onde partem de barco para a Malásia e a Indonésia, dosi países muçulmanos.

Desde o início deste mês, mais de 3000 pessoas do Bangladesh e da Birmânia chegaram à Indonésia e à Malásia de barco. Em reação à operação lançada por Banguecoque contra o tráfico de imigrantes, os traficantes abandonaram no mar milhares de pessoas.

Segundo o ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), estarão atualmente no mar cerca de 2.600 emigrantes do Bangladesh e da minoria rohingya. (euronews.com)

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