Sudão do Sul: Rebeldes ordenam evacuação de áreas petrolíferas

Os rebeldes do Sudão do Sul ordenaram às empresas petrolíferas que retirem o seu pessoal da região disputada de Haut-Nil, onde dizem ter ganhado terreno face às forças governamentais, noticia hoje a agência AFP.

(D.R)
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“Decidimos tomar controlo dos campos petrolíferos”, anunciou na terça-feira à noite o porta-voz dos rebeldes, James Gadet Dak, ordenado às empresas que “suspendam as suas operações e retirem imediatamente os seus funcionários” do estado de Haut-Nil.

Os rebeldes, que já fizeram ameaças semelhantes no passado, disseram que querem controlar os poços de Palouch “para evitar que [o Presidente do Sudão do Sul] Salva Kiir utilize dinheiro do petróleo para continuar a guerra”.

Os combatentes asseguram já ter feito progressos na zona e controlado uma refinaria.

Sob o controlo governamental, os poços de petróleo de Haut-Nil são os únicos que ainda funcionam no país, devastado por 17 meses de guerra civil.

A violência começou em dezembro de 2013, depois de o Presidente ter acusado o seu antigo vice-presidente, Riek Machar, de fomentar um golpe de Estado. Desde então, o país ficou dividido em grupos étnicos, entre os Dinka, do Presidente Kiir, e os Nuer, de Machar.

O conflito na mais jovem nação do mundo, cuja independência foi proclamada em 2011, já causou dezenas de milhares de mortos e mais de dois milhões de deslocados.

A cidade de Malakal, capital do estado de Haut-Nil, continuava na terça-feira a ser palco de violentos combates entre os dois campos. Malakal já mudou de mãos várias vezes desde o início da guerra, encontrando-se atualmente em ruínas.

Na cidade está estabelecida uma base das Nações Unidas que acolhe 27.000 deslocados.

De acordo com o porta-voz daquela organização internacional, os rebeldes tomaram Malakal, no entanto, o ministro da Informação, Michael Makuei, rejeita que tal tenha acontecido.

“Malakal está parcialmente controlada por eles e em parte controlada por nós. Os combates continuam em torno da cidade”, afirmou.

O ministro disse também serem “falsas” as alegações de que os rebeldes estavam a controlar uma parte dos campos de petróleo.

“Os poços estão a funcionar normalmente”, declarou. (noticiasaominuto.com)

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