Síria: um caminho sem regresso para jovens atraídas pelos extremistas (Vídeo)

(euronews.com)

A história mediática das três jovens britânicas que desapareceram há três meses com a intenção de se unirem aos extremistas do Estado Islâmico é apenas uma entre muitas.

(euronews.com)
(euronews.com)

Uma jornalista francesa escreveu um livro sobre os métodos de recrutamento usado pelos jihadistas, depois de se fazer passar por uma jovem que aceitaria fugir para casar com um combatente extremista na Síria.

A jornalista, que vive atualmente sob proteção policial, explica que se descreveu como “uma rapariga de vinte e poucos anos, não estúpida, mas simplesmente um pouco sem rumo”. Diz que seguiu “as instruções” do recrutador e foi “para Amesterdão, mas aí tudo se complicou, porque ele não cumpriu as promessas e começou com ameaças, que rapidamente se propagaram aos seus próximos”.

Sahra Ali Mehenni, de 18 anos, é outro exemplo: a jovem deixou a casa dos pais numa aldeia do sul de França, em 2014. No único contacto com a família desde então, explicou que tinha casado com um combatente tunisino na Síria e não tinha qualquer intenção de voltar.

Samia Maktouf, uma advogada que representa famílias na mesma situação que a de Sahra, diz que “infelizmente, estas jovens partem com a esperança de viver a sua religião e de espalhar a sua versão do Islão pelo máximo de sítios possível; é como uma seita. É por isso que é tão perigoso e tão sério”.

Segundo documentos compilados pela agência Associated Press, das cerca de 600 jovens e mulheres ocidentais que foram para a Síria para se unirem aos extremistas, apenas duas regressaram da zona de guerra. (euronews.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA