Secretariado da CIRGL retirado do Burundi após tentativa de golpe de Estado

SALA GERAL DA CIMEIRA DOS CHEFES DE ESTADOS DOS GRANDES LAGOS (Foto: Francisco Miudo)
SALA GERAL DA CIMEIRA DOS CHEFES DE ESTADOS DOS GRANDES LAGOS (Foto: Francisco Miudo)
SALA GERAL DA CIMEIRA DOS CHEFES DE ESTADOS DOS GRANDES LAGOS (Foto: Francisco Miudo)

A Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) decidiu, segunda-feira, evacuar temporariamente para fora do Burundi o seu Secretariado atualmente sediado em Bujumbura, na sequência da instabilidade política  provocada pela tentativa de golpe de Estado da semana passada, no país.

A medida faz parte das decisões saídas da cimeira extraordinária da organização realizada na capital angolana, Luanda, para examinar a situação humanitária e de segurança na região, particularmente no Burundi, onde foi abortada uma tentativa de tomada do poder liderada pelo general Godefroid Niyombare, atualmente em fuga.

Segundo o comunicado final do encontro, que não menciona o país da sede provisória,  a evacuação do Secretariado visa “garantir a proteção e a segurança do seu pessoal, assim como o contínuo funcionamento efetivo da instituição, até que a situação se estabilize” no país.

A nota lida pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, indica, a propósito, que a cimeira de Luanda condenou fortemente esta tentativa de golpe de Estado no Burundi como “uma grave violação” ao Pacto da CIRGL relativo à segurança, à estabilidade e ao desenvolvimento da região, bem como ao Ato Constitutivo da União Africana (UA).

Por isso, exortou o Governo do Burundi a trabalhar de forma célere no restabelecimento de um ambiente pacífico e seguro no país, para incentivar o regresso dos refugiados.

Ao mesmo tempo, pediu o adiamento das previstas eleições burundesas e a associação de todas as partes interessadas aos esforços de criação de condições conducentes a um processo eleitoral pacífico, credível e transparente, em conformidade com o Pacto da CIRGL.

As partes no Burundi foram igualmente chamadas a cessarem a violência para se engajarem no diálogo e na paz, enquanto a comunidade internacional foi instada a prestar a necessária ajuda  humanitária aos Burundeses que foram forçados a abandonar as suas casas.

Ainda no quadro da busca de soluções para a paz, foi designada uma delegação de chefes de Estado e de Governo da organização que se deslocará ao Burundi, o mais cedo possível, para avaliar a situação no terreno e contribuir para uma solução pacífica da atual crise.

A delegação será composta pela África do Sul, pelo Quénia, pelo Uganda e pela Tanzânia. (panapress.com)

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