Reencontros: Novo álbum de Nelo de Carvalho à venda em Luanda, a 6 de Junho

A capa do álbum "Reencontros" de Nelo de Carvalho (D.R.)
A capa do álbum "Reencontros" de Nelo de Carvalho (D.R.)
A capa do álbum “Reencontros” de Nelo de Carvalho
(D.R.)

O novo trabalho discográfico de Nelo Carvalho, chegará ao público a 6 Junho de 2015.

“Reencontros”, faz parte da trilogia iniciada pelo artista, há 2 anos. É um álbum de continuidade, mas assume um caminho próprio, onde o repertório escolhido e o talento do cantor e autor, se sobrepõem às nossas expectativas, deixando-nos a vontade de ouvir repetidamente as músicas, pela interpretação, pelos arranjos musicais arrojados, pelo ritmo e pelas belas melodias.

Tal como o álbum “Encontros”, editado em 2013, as músicas deste trabalho são viagens entre países, pessoas e géneros musicais, mostrando mais uma vez trajectórias nunca negadas pelo cantor, com caminhos e escolhas feitas com convicção, sem medos, que nos mostram tão só a nossa, formação musico-cultural. Nós somos esta mistura de gostos e géneros, que se abrem para além dos nossos territórios, ouvindo a nossa música – a nossa! – de Angola, com o semba, kilapanga, rebita, bolero angolano, etc., com outros “sons” também “nossos”, vindos do Brasil, Portugal, Cabo Verde, Cuba, Santo Domingo ou América, vestidos de samba, bossa nova, fado, morna, coladera, salsa, bolero, jazz, afro jazz. latin jazz, merengue, bachata ou blues, sem medo, sem receio de assumir o gosto pela música de outros, como nossa fosse, não temendo assumi-la, sem perdermos os traços mais profundos de nossa identidade.

Nelo Carvalho, assume esse compromisso consigo próprio, oferecendo neste trabalho, os gostos do seu universo, presenteando-nos com estas viagens feitas de versatilidade e pelo gosto de “gostar” de toda a música.

Reencontros”, conta-nos 15 “estórias musicais” que nos divertem logo que iniciamos a escuta. É tal a versatilidade e abrangência, que se torna inevitável gostar. Também aqueles que apreciam um “pezinho de dança”, são contemplados com temas fortes que não os deixarão indiferentes.

Participaram generosamente, Rui Veloso e Jorge Fernando (Portugal), Bonga e Mindo Monteiro (Angola), Eunice Vieira e Tó Alves (Cabo Verde), Tanya Saint Val (Guadalupe), Luanda Cozetti (Brasil), a quem se juntaram solistas e arranjadores de nomeada, como Pedro Jóia, Kim Alves, Luíz Avellar, Paulo Borges, Jacob Desvarieux, Miguel Nuñez, Ivan Souza, Jorge Cervantes, Jorge Fernando e um conjunto de músicos excelentes, que cumpriram com profissionalismo e entrega ímpares.

Nelo Carvalho é um artista maduro, consagrado por todos nós. Com “Reencontros”, cresce ainda mais, por tal forma que nos obriga a exigir mais de outros artistas.

Reencontros”, confirma o álbum “Encontros”. Eleva-o. Prova que há trabalho, nada foi obra do acaso, que há substância e solidez nas escolhas criativas.

Será que da próxima vez ainda lhe vai ser possível melhorar ou ir mais alto?

Nelo Carvalho pode dizer. A Música e a Cultura angolanas, merecem… o Público agradece e aplaude!

Viva a música de Angola!! (por Alberto A. S. Monteiro)    

PRESS RELEASE:

REENCONTROS: UM ÁLBUM DE DIMENSÃO UNIVERSAL      

Após o CD Encontros, Nelo Carvalho, oferece-nos com o novo trabalho discográfico, momentos únicos de continuidade e bom gosto. Continuidade porque oferece-nos a semelhança do disco anterior, Qualidade e Rigor. Bom Gosto porque as escolhas são versáteis, boas de ouvir, num conjunto de universos sonoros que viajam entre continentes, criando pontes a quem ouve, numa multiplicidade de géneros que nos conquistam e com os quais nos identificamos: certo, certo é que há música para todos os gostos! Desta vez, Nelo Carvalho, “reencontra-se” com vozes díspares e maravilhosas, como as do Rui Veloso, Eunice Vieira, Tanya Saint Val, Bonga, Mindo Monteiro, Luanda Cozetti, Tó Alves e de Jorge Fernando, convidando-nos a escutar e a dançar.

“Reencontros”, faz parte da trilogia iniciada pelo artista, há 2 anos. É um álbum de continuidade, mas assume um caminho próprio, onde o repertório escolhido e o talento do cantor e autor, se sobrepõem às nossas expectativas, deixando-nos a vontade de ouvir repetidamente suas músicas, pela interpretação, pelos arranjos arrojados, pelo ritmo e belas melodias.

Nelo Carvalho é um artista maduro, com muitos anos de estrada, cuja qualidade nunca foi posta em causa, mas, com este trabalho, ele cresce ainda mais, e cresce a um nível tal que nos obriga a exigir mais de outros artistas. É de facto a prova provada que o trabalho anterior não foi obra do acaso.

Viagens, sonoridades, mesclas criativas de Angola para Cabo Verde, Brasil, Portugal, Cuba e Guadalupe, num zig-zag de géneros, com os quais se identifica, exigindo e criando temas de qualidade indiscutível, elevando a música feita por angolanos, ao patamar da música universal, satisfazendo até os gostos mais requintados, oferecendo a dolência do Bolero, do Fado e da Morna, ao ritmo do Semba, do Zouk, da Kilapanga, da Bossa Nova e da Coladera, a ousadia da fusão ao Jazz, entre sons de África, das Américas e Europa, numa viagem, onde belas melodias contam 15 “estórias” de amor e de vida. Sente-se neste trabalho, que Nelo Carvalho é sinónimo de qualidade naquilo que nos oferece… deveras!

Ao escutarmos Nelo Carvalho neste CD, ficamos logo com a certeza que estamos perante um trabalho muito bem, cuidado e elaborado. Na abertura de ReencontrosA Carta”, música de Armindo Monteiro e letra de Alberto Monteiro, (ex componentes do Grupo Raízes), em dueto com o consagrado, Rui Veloso, arranjos do Maestro Luiz Avellar e um conjunto de músicos de elevado potencial tais como: Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Rui Bento Cesar e António Mão de Ferro; Nelo Carvalho canta a resignação de um amor não correspondido que deixa marcas, mas traz o respeito pela escolha dos silêncios, “já sem mágoas”…

“À Cidade Com Amor”, música de Nelo Carvalho, letra de Alberto Monteiro; com arranjos do “ músico” Nelo Carvalho, canta o amor do homem pela cidade, exaltando Benguela e a sua beleza (com Vídeo Clip) participaram nesta faixa os seguintes músicos: na bateria: Ivo Costa, congas e dikanza: Xico Santos, baixo eléctrico e guitarras eléctricas: Manecas Costa, violão acústico e cowbell: Nelo Carvalho, piano eléctrico, syntetiser, clavinete: Toy Vieira, saxofone soprano: Elmano Coelho, coros: Carla Moreira, Vânia Oliveira, Galiano Neto e Vitor Carvalho.

Ao som duma bela melodia… Ombaka renasce orgulho do povo… Ocisola!

“Beléza Crióla”, música e letra de Tito Paris, canta a Beleza das Ilhas, num regresso aos arranjos de Kim Alves e a sua participação enquanto músico, liderando profissionais de fino recorte. Nesta faixa, Nelo Carvalho, canta em pareceria com uma das revelações de Cabo Verde a cantora da voz doce, Eunice Vieira e leva-nos a Morna que nos traz saudades… acalmia num voo dolente pela morabeza que a Verdiana espalha no meio do mar…


(Video “Minha Linda”, feat Tanya St Vaal)

De regresso a Guadalupe, “Minha Linda”, música de Armindo Monteiro e letra de Armindo e Alberto Monteiro, arranjos de Jacob Desvarieux, com a participação de Betinho Feijó, Gui Sangue, Jean Claude Naimro, Jean Philippe Fanfant, Adriano Jhere, e outros colaboradores dos Kassav’, Nelo Carvalho canta o amor com a fabulosa intérprete do Zouk, a bela Tanya Saint Val que empresta a sua voz sensual, (já em Video), num ritmo que convida à dança, … que o encanto não pode acabar… tanto frenesim

“Nvula”, música e letra de Filipe Mukenga, é um reencontro com o passado, parece ser uma homenagem ao Grupo Raízes, com arranjos de Mário Garnacho; um elenco de músicos excelentes que fizeram arte, em simbiose perfeita entre a voz e instrumentos, com toques requintados do jazz, como se estivessem a mandar recados: as chuvas trazem lembranças e recuperam a esperança…

Continuamos a nossa “viagem”, completamente maravilhados com forma cuidada com que Nelo Carvalho nos brinda a cada tema, e eis que nos deparamos com a sátira do “Kota Kilape” música e letra de Matias Damásio, arranjos de DJ Mania e Nelo Carvalho, com a participação de Nanutu no Saxofone; Jota Carlos, Xico Santos, Tino MC, Gogui Embaló, Manecas Costa Miqueias Ramiro, … tema para o qual, alguns músicos participantes neste trabalho prognosticam êxito absoluto. … maka aqui, maka ali…

Na 7ª faixa, mais um dueto, desta vez o reencontro com um dos maiores nomes da música Africana, Bonga, emprestando seu enorme desempenho, ao tema “Tu Banga Kyebi” música e letra do António Neves, arranjos, direcção e participação de Jorge Cervantes, num estilo que nos lembra os anos 70, embalando aos sons do passado… nós, neste “futuro”, agradecemos a ideiao ngila ki twa soto ngila ya kidi, ya anangola…

Fazer o Quê” um “cover” das Antilhas, adaptado a nossa realidade. Música de Jean Philippe Marthely, letra de Alberto Monteiro, um dueto com o “nosso” saudoso Mindo Monteiro, parceiro do Grupo Raízes na sua última participação musical, a homenagem a uma voz maravilhosa, que ofereceu também à trilogia, composições, letras, produção e edição, enriquecendo ainda mais, esta demonstração de rigor e bom gosto… dois amigos amam a mesma mulher … mas ela não quer!…Fazer o quê?

Eu vivo na “Menina dos Teus Olhos”, música e letra de António Monteiro Jr, a paixão e a emoção numa incursão à Bossa Nova, com participação da cantora brasileira, Luanda Cozetti e a participação de Airto Moreira, monstro sagrado da percussão, Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Tuniko Goulart, João Moreira, num arranjo mais, de Luís Avellar. “que vivam com esta ternura de quem faz uma canção…” De quem canta… a emoção!

Luanda Anda”, a homenagem à cidade, aos mestres do passado, Geraldo e Sofia, música de Armindo Monteiro e letra de Armindo e Alberto Monteiro, arranjos de Ivan Souza e a colaboração de: Ivo Costa, Gogui Embaló, Joãozinho Morgado, Jorge Cervantes, Xico Santos, Osvaldo Pegudo, Botto Trindade, Toy Vieira, Fernando Muñoz, Julien Ferrer, Segundo Mijares, Tó Barbosa, Tiago Ribeiro, Carla Moreno e Vânia Oliveira. Um semba diferente, com uma sonoridade agradável, lançando novos caminhos, novas leituras… 

António Neves é o autor de “Wamesena”, 11º tema, com piano acústico, Sinthetizer e arranjos de Miguel Nuñez, o baixo de Sérgio Raveiro, as congas de Edgar Martinez, bateria e udu de Ruy Adrian e o Trompete e flugel de Reynaldo Melian, explorando a acústica de um dos mais badalados estúdios de Cuba (Abdala Estudios – Havana), num interpretação magistral de Nelo Carvalho, mostrando-nos com relevância, a versatilidade de quem vive para cantar, desta vez, aos sons do jazz, cantado na nossa língua nacional, Kimbundu.

Oh Pamode”, Pedro Rodrigues e Pedro Cardoso assinam a música e letra, neste reencontro com arquipélago de Cabo Verde, desta vez uma coladera, com um dueto com Tó Alves, piano eléctrico, violão, guitarras e arranjos de Kim Alves; bateria, Cao Paris; percussão, Osvaldo Pegudo; baixo Gogui Embaló; trompete, Fernando Muñoz; trombone, Julien Ferrer; saxofone, Segundo Mijares; clarinete, Paulo Gaspar; coros, Eunice Vieira e Samira Moreira.

Imigração é o tema desta “viagem” fala-nos daqueles que deixam a sua terra.. sen deixá nel sé coraçon… pá punde el bai el deixá sódade… sódade!

A estória do abandono… e do reencontro com o antigo amor é o tema de “Renascido das Cinzas” música de Luís Almada e letra de José Boyol e Alberto Monteiro, uma viagem por terras Lusitanas, com “cheiros” tropicais, mais um arranjo e piano de Luiz Avellar, com a participação Alexandre Frazão, Osvaldo Pegudo, Airto Moreira, Bernardo Moreira e Luís Guerreiro, … quando tu partiste, deixaste-me vazio tal com uma tela à espera de um pincel.. hoje renascido, encontrei um amor antigo, amor amigo… trouxe-me sorrisos, abraços, a minha alma, o meu “eu”… e assim sou mais feliz…

Nga Mbaxi” é a kilapanga que Reencontros nos oferece, mais uma vez da autoria de Armindo Monteiro, música e Alberto Monteiro, letra, uma fusão com o norte de Àfrica, com violão e arranjos de Pedro Joia, Quarteto Arabesco, Ivo Costa, bateria; Yuri Daniel, baixo; Sebastian Scheriff, bata, quinto, cowbell, cabasa e percussões ligeiras; Beto Monteiro, conga; Nelo Carvalho, tumbadora e os coros de Carla Moreno, Vânia e Paulo Ramos,

Por fim, chegamos ao último tema do álbum. “Se Por Vontade de Deus”, música de Nelo Carvalho, letra de Paulo Abreu de Lima, em homenagem à Diva portuguesa, Amália Rodrigues, em dueto com um dos maiores autores e cantores de Portugal, Jorge Fernando, que assina também os arranjos e viola com a participação ainda de Gustavo Roriz, contrabaixo e Ângelo Freire na guitarra portuguesa; … o fado como porta-voz da saudade, cantado por duas vozes que se complementam, apesar das diferenças, falando de Amália e do fado, e elevam sem receios de ofender os “puristas”, este canto que também é património universal.

As “viagens” do Reencontros, tiveram a edição de Nelo Carvalho, Armindo Monteiro, Alberto Monteiro e Rui Guerreiro, as misturas de Carlos Juvandes e Jorge Cervantes foram masterizados em Londres por Ray Staff no Air Studios e gravado entre Luanda, Praia, Paris, Lisboa e Havana.

Este CD apetece… enche-nos a alma e de tão eclético não cansa; tem vida própria, conta estórias, diverte-nos e leva-nos ao ritmo que faz dançar. Tem tudo para agradar, parabéns Nelo Carvalho, tens “Obra”!

Reencontros terá um lançamento oficial com a presença de Nelo de Carvalho, nas cidades de: Luanda (6 de Junho), Benguela, Lobito, Lubango, Malange, Cabinda, Namibe e Lisboa,

Viva a Música Angolana!!

DIZIA O PORTAL DE ANGOLA EM DEZEMBRO DE 2014:

Nelo de Carvalho vai surpreender Angola com “Reencontros”, em 2015

A 3 de Dezembro de 2014 tivemos o ensejo de divulgar em primeira mão, o videoclipe “Minha Linda” com o seguinte texto:

O novo disco de Nelo de Carvalho, intitulado “Reencontros” está aí a chegar. Vejam o vídeo “Minha Linda” e comprovem a qualidade do tema, depois do sucesso que foi o CD “Encontros”, onde “mamã falou” ditando regras à nossa infância, na voz de um senhor guitarrista que fez história no célebre grupo “Raízes”.


(Video “Mamã falou” feat Jacob Devarieux)
Na minha opinião seria Nelo de Carvalho, o justo vencedor do Top dos mais Queridos 2013, da Rádio Nacional de Angola, por dar vida àquela expressão tão típica da nossa convivência familiar.

Neste vídeo que nos chega por gentileza da Get Records vemos imagens de uma Luanda antiga em mutação, com alguns lugares conhecidos, como a velha e sempre prestável Livraria Lello e alguns figurantes, como o Pires, um “património vivo” do antigo bairro da Coreia, hoje “Américo Boavida”, a comporem uma paisagem que muito nos orgulha, como angolanos: a baixa de Luanda e outros recantos tropicais e maravilhosos desta imensa Angola.

O dueto com Tanya Saint Val, é uma agradável surpresa e surge no seguimento de uma parceria que começou com Jacob Devarieux e vai certamente continuar com outros nomes sonantes do panorama musical afro-latino-americano. Que venha o disco, o mais depressa possível. DS (portaldeangola.com)

BIOGRAFIA AUTORIZADA

Manuel Pires Pinto de Carvalho, vulgo Nelo Carvalho, é um dos grandes entretainers de Angola.

Nasceu a 9 de Março de 1959, na cidade de Luanda, Angola.

Começou para a música aos 15 anos, nos “Mini-Jovens”, um grupo do Tômbua, cidade a Sul de Angola, onde viveu dois anos.

Em 1975, em Portimão, Portugal, conhece Chico Leite com quem faz uma parceria, à semelhança do Duo Ouro Negro, sua principal referência musical.

Três anos depois, em 1978, é convidado para integrar o “Conjunto África Tentação”, formação com grande impacto na Lisboa africana. Com esta banda, grava dois LP’s: “Angola 79” (1979) e “Mulher de Angola” (1980).

Com o objectivo de investir na Lisboa nocturna, formou um trio, tendo como alvo os bares e pubs da dita.

Nasce assim o “Trio Raízes”, em conjunto com o angolano Armindo Monteiro e o brasileiro Paulo Roberto Pimenta. Ao regressar ao Brasil, Paulo Roberto, é substituído pelo percussionista angolano, Alberto Monteiro, com os quais leva a efeito, algumas digressões por Portugal. Juntam-se a eles três bailarinas.

1981, é o ano das grandes mudanças. Integra o elenco musical do Blackground, espectáculo promovido pelo Duo Ouro Negro, e que constituía uma trajectória musical entre África, Europa e Américas, assim como, o retorno que esta viagem teve, na música africana por eles interpretada, enriquecendo-a significativamente.

Com a entrada de Nelson Oliveira, tocando viola baixo, o Raízes passa a quarteto, tornando-se a banda de acompanhamento do Duo Ouro Negro.

Com eles, grava, “Blackground” (Império de Iemanjá – 1981), no qual interpreta “Menina Negra” e “Luanda Vou”, e assim como o segundo disco intitulado, “Aos Nossos Amigos” (1984).

Em 1985, depois da morte de um dos elementos do Duo Ouro Negro, Milo MacMahon, Nelo Carvalho faz uma aposta integral no Raízes, aumentando o grupo de 4 para 6, mais tarde para 7 elementos.

Volta a trabalhar com Raúl Indipwo, ou Raul Ouro Negro, com quem grava o disco “Sô Santo” (1986), acompanhado-o em várias digressões pelo Mundo das quais se destacam o Olympia de Paris (1987), Karl Marx, Luanda (1987).

Em 1988, só com o Raízes, apresenta-se no Beethovenhalle, em Bona, Alemanha.

Em 1989, Nelo Carvalho e Raúl Indipwo, fazem a 1ª parte do espectáculo de Amália Rodrigues, no Roy Thomson Hall em Toronto, Canadá.


(Video “Angola de Longe”, feat Ary & Big Nelo)

Em finais de 1989, o Grupo Raízes, separa-se e põe fim a uma trajetória de grande impacto, no cenário musical luso-africano.

Pouco tempo depois, Nelo Carvalho, Beto Monteiro e Mingo Rangel, formam o Trio Son Latino. Juntam-se a eles mais 6 elementos. Com estes, Nelo Carvalho, faz várias viagens musicais pelo mundo do flamenco, salsa, rock latino, merengue, enriquecendo os seus conhecimentos no universo da música Afro-Latina.

Nos anos 1991/92, participou como guitarrista, na tournée entre Portugal e Espanha, do músico instrumentista Rão Kyao, denominada “Delírios Ibéricos”. Há que destacar as actuações, na Expo Sevilha 92.

No final de 1992, opta por tocar a solo. Nessa altura desenvolve técnicas de palco e entretenimento que vêm a ser imitadas por outros e que lhe originaram o ápodo de “one man show”.

Por essa mesma altura, vem abrilhantando as noites de Luanda, e tal como fora em Lisboa, o êxito é total! Nesse formato, actua nas províncias Angolanas e também na Namíbia, Brasil, Portugal, Espanha, Japão, China, etc…

Depois de gravar 2 discos, “Ao Vivo – Interpreta Temas da Sua Vida” (1999) e “Memórias” (2003), versões feitas com base nos elementos electrónicos com que toca ao vivo, Nelo Carvalho, faz uma abordagem diferente, num disco cujo elemento acústico é a referência; assim, decide fazer uma paragem na “linguagem” electrónica, enveredando pelos sons naturais e tonificados de cada instrumento musical, na busca dos ritmos, dos sons e das vozes que mais se identificam consigo, em viagem de cumplicidades e harmonias que culmina com a obra que sempre quis fazer e que só agora concretizou.

Nelo Carvalho prepara 3 álbuns para oferecer a público, onde se entrelaçam amigos, gostos, culturas, sonoridades, enriquecendo ainda mais sua trajectória, encontrando caminhos (Encontros, 2013), reencontrando afectos, cumplicidades e disponibilidade noutros participantes que trouxeram abraços, (Reencontros, 2015), abrindo portas para “viagens”, numa incursão pelo mundo hispânico, convivendo com outras vozes, com o canto castelhano (Las Voces Y Los Cantos), finalizando a Trilogia.

O CD Encontros, trouxe mais reconhecimento, mais fans e mais prémios:

– Música mais Tocada do Ano 2014, Mamã Falou, Top+ do Programa Música sem Espinhas, RTP África;

– Kizomba do Ano 2014, Mamã Falou, Top da Rádio Luanda;

– Melhor Música Popular do Centro de Angola 2014, Velho Xico, Music Awards Angola;

– Música D’Ouro 2014, Vovó Ngola, Music Awards Angola.

Com Encontros, Nelo Carvalho mostrou que é possível saborear sons que nos encantam, dançando ou ouvindo em qualquer recanto do globo, onde quer que nos encontremos, mostrando claramente que é possível “fazer” música de qualidade para todos os gostos.

É possível criar e expor diferente, e tudo o que Nelo Carvalho faz na música é diferente, talvez por ser o único cantor angolano que canta todos os géneros, com inteiro reconhecimento popular.

Sem pressas, surgirá em Junho de 2016, o CD Reencontros, uma continuação da trilogia, com temas igualmente concebidos para nos agradar, trazendo músicas e leituras novas, que falam de nós e elevam Nelo Carvalho, ao patamar maior das nossas escolhas e preferências. (mimbuangola.com)

           

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