Rebeldes ugandeses acusados de graves violações do Direito humanitário na RDC

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As Nações Unidas acusaram os combatentes do movimento rebelde ugandês das Forças Aliadas Democráticas (ADF, sigla em inglês) de graves violações do Direito Internacional Humanitário, cometidas entre 1 de outubro e 31 de dezembro de 2014, na localidade de Béni, no Kivu-Norte, leste da República Democrática do Congo (RDC).

Durante este período, precisa um relatório da ONU, 237 civis, dos quais 56 mulheres e 35 crianças, foram abatidos pelos combatentes das ADF, em Béni, enquanto 47 civis ficaram feridos, 20 foram raptados, dois foram vítimas de violência sexual e 35 aldeias atacadas.

As vítimas foram executadas com catanas, martelos e facas, enquanto outras foram degoladas ou abatidas a tiro, quando tentavam fugir, ou ainda queimadas vivas nas suas casas, refere o documento.

Segundo o mesmo relatório, o número total de vítimas poderá ser muito mais elevado, na medida em que os investigadores do  Escritório  Conjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ECNUDH)  estiveram confrontados com diversas dificuldades na realização dos seus inquéritos e não conseguiram aceder a certas zonas por razões de segurança.

O relatório documenta igualmente as violações do Direito Internacional Humanitário e dos direitos humanos cometidas em Béni, no mesmo período, por militares das Forças Armadas da RDC (FARDC),  desdobrados no quadro da operação “Sukola I”  contra as ADF.

Pelo menos 300 pessoas, das quais 33 militares das FARDC, foram detidas no quadro dos inquéritos realizados pelas autoridades congolesas sobre os massacres de Béni.

Em novembro último, dois oficiais das FARDC e quatro líderes das ADF foram condenados pelas autoridades congolesas pelo assassinato do general das FARDC, Mamadou Ndala, e por participação num movimento insurrecional.

De acordo com o mesmo relatório, as populações de Béni continuam extremamente vulneráveis aos ataques. (panapress.com)

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