RD Congo: Cinco mortos em novo massacre perto de Beni

MAPA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (Foto: Angop)

Goma – Cinco pessoas foram mortas com armas brancas, segunda-feira à noite, num novo massacre atribuído aos rebeldes ugandeses perto de Beni, no leste da República Democrática do Congo, soube nesta quarta-feira a AFP de fonte oficial congolesa.

MAPA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (Foto: Angop)
MAPA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (Foto: Angop)

“Encontramos os corpos de cinco pessoas mortas com catanas e machados e há sete feridos”, disse à AFP Amisi Kalonda, administrador do território do Beni.

Segundo Kalonda, o drama teve lugar em Mavivi, cinco quilómetros ao norte de Beni, importante local comercial situado a 250 quilómetros ao norte de Goma.

As vítimas “regressavam dos campos” quando foram atacadas ao anoitecer por “presumíveis membros das ADF”, acrescentou, fazendo referência aos rebeldes ugandeses muçulmanos das Forças Democráticas Aliadas (ADF).

Um grupo da ADF atacou uma posição do exército, enquanto o outro ocupava-se em atacar a população, declarou à AFP o major Victor Masandi, porta-voz da operação militar encarregue de lutar contra os grupos armados no norte da província do Kivu-Norte, Sukola 1.

Os soldados ripostaram e eles “conseguiram pôr fim ao massacre” afugentando os assaltantes, afirmou, sem mencionar o número vítimas nas fileiras do exército.

As ADF são acusadas de serem responsáveis por uma série de massacres que fizeram mais de 300 mortos na região do Beni desde Outubro.

Em Beni, estudantes e residentes saíram terça-feira as ruas para protestar contra a insegurança, segundo várias testemunhas. O prefeito interino da cidade, Angèle Nyirabitaro, disse à AFP que a polícia havia recebido ordens para dispersar os manifestantes.

No dia anterior, os habitantes tinham lançado uma operação “cidade morta” até novas ordens para protestar contra a insegurança.

A situação na região de Beni deteriorou-se acentuadamente desde o início do mês.

Sexta-feira, sete pessoas foram mortas num massacre semelhante ao de Mavivi. A 05 de Maio, dois capacetes azuis da Missão da ONU no Congo (Monusco) e dois civis foram mortos numa emboscada. Um dia antes, um helicóptero da ONU foi forçado a aterrar de emergência depois sido atacado.

Em Dezembro, uma operação conjunta do exército congolês e a Monusco contribuiu a trazer de volta a calma na região, mas os massacres de civis nunca pararam na totalidade.

Esta operação cessou devido ao distanciamento entre a Monusco e as autoridades de Kinshasa, que praticamente não mantêm mais a sua cooperação militar há alguns meses. (portalangop.co.ao)

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