Quadro de Pomar rendeu 60 mil euros mas as estrelas foram os pentes angolanos, da cultura tchokwe vendidos a 1250 euros

(Foto: D.R.)
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A Cabral Moncada vendeu quase 68 mil euros de peças de arte africana, as mais disputadas numa noite em que poucos arriscaram pela pintura portuguesa.

O pente tchokwe recolhido em Angola entre os anos 20 ou 30 do século XX tinha uma base de licitação de 500 euros. Estava entre as peças de valor mais baixo que a Cabral Moncada leiloava anteontem à noite, em Lisboa, mas foi uma das mais disputadas e chegou aos 13500 euros. Com direito a salva de palmas na sala, vinda até de quem tinha perdido a batalha para outro comprador.

Quadro de Pomar rendeu  60 mil euros mas as estrelas foram os pentes africanos

Fotografia © DR

O interesse nas peças da tribo Tchokwe começou a revelar-se assim que o primeiro de 12 lotes surgiu, já o leilão ia a meio. Este conjunto de três pentes (um com falta de dentes) que tinha uma base de licitação de 400 euros e chegou aos 1250 euros. Os seguintes conseguiram preços mais altos (2900 euros e 2300 euros, respetivamente), mas foi quando surgiu no projetor a imagem do pente com a figura feminina, um exemplar perfeito que o número de braços levantados aumentou.

Os conjuntos vendidos não estavam entre os mais caros do leilão nem entre os que Miguel Cabral Moncada considerava serem as grandes apostas da casa. Afinal, tinha um quadro de Vieira da Silva e outro de Júlio Pomar para vender. Ambos iam à praça com uma base de licitação de 60 mil euros, cada um, e acabaram retirados. “Há interessados? Não há interessados?”. O martelo bateu no palanque sem que ninguém levantasse a raquete. Mas a história não acaba aqui.

Antes do último lote ter sido vendido, o quadro de cavalos do pintor português, intitulado Vincennes II, de 1965, já tinha novo dono. Preço? “A base de licitação: 60 mil euros”, confirmou Miguel Cabral de Moncada ao DN. (dn.pt)

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