Presidente do Burundi promete que, se reeleito, não será mais candidato

Présidente do Burundi, Pierre Nkurunziza (DR)
Présidente do Burundi, Pierre Nkurunziza (DR)
Présidente do Burundi, Pierre Nkurunziza (DR)

O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, que tenta se reeleger para um terceiro mandato, prometeu nesta quinta-feira que, se for eleito, não irá se recandidatar a outro mandato. A declaração do líder se dá em meio a uma onda de protestos no país, realizados por manifestações que se opõem à sua candidatura, uma vez que a Constituição do país só permite dois mandatos seguidos para o mesmo presidente.

“Os protestos devem parar imediatamente para que o país possa se preparar para as eleições do próximo dia 26 de Junho em uma atmosfera pacífica”, disse Nkurunziza. Ele afirmou que se as manifestações pararem, as pessoas detidas durante os tumultos serão libertadas.

Um político de oposição do Burundi, Audifax Ndabitoreye, chegou a ser preso por conta disso e foi libertado na quarta-feira. “Estou livre, mas eles (a polícia) podem me pedir para voltar e me ouvir. Eu estou em casa, minha esposa chora, mas são lágrimas de alegria” disse. A polícia havia dito que Ndabitoreye, candidato presidencial, é suspeito de insurreição.

Os protestos abalaram a capital de Burundi desde que o partido no poder anunciou em 25 de Abril que tinha nomeado Nkurunziza como seu candidato presidencial. A Constituição do Burundi diz que o presidente deve ser eleito por sufrágio universal e directo, para um mandato de cinco anos, que pode ser renovado no máximo uma vez.

Em protestos populares que ocorrem há uma semana, o Exército tem servido como um intermediário entre os manifestantes e a polícia, que é acusada de utilizar munição letal para dispersar a multidão. O presidente, que é da etnia Hutu, foi eleito de forma indirecta em 2005. Em 2010, venceu novamente, desta vez pelo voto popular, mas em uma eleição sem rivais. Aliados dizem que ele poderia buscar a reeleição, já que da primeira vez foi colocado no cargo pelo Parlamento, e não por voto directo. (Associated Press)

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