Presidente da África do Sul em Moçambique

Jacob Zuma, presidente da África do Sul (Reuters/Nic Bothma/Pool)
Jacob Zuma, presidente da África do Sul (Reuters/Nic Bothma/Pool)
Jacob Zuma, presidente da África do Sul
(Reuters/Nic Bothma/Pool)

Desde hoje e ainda até amanhã, o presidente da África do Sul Jacob Zuma efectua uma visita de trabalho de dois dias a Moçambique, uma deslocação que se enquadra segundo a presidência moçambicana “no contexto de fortalecimento e aprofundamento das relações de irmandade, amizade e cooperação” entre estes dois países.

A África do Sul é um dos mais importantes parceiros comerciais de Moçambique, o maior importador de energia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e sobretudo acolhe a maior comunidade de expatriados moçambicanos, a sua situação naquele país tendo aliás criado algum mal-estar nos últimos tempos.

A onda de xenofobia que se tem vivido desde o mês passado na África do Sul vitimou pelo menos três moçambicanos e provocou o regresso de milhares de outros depois de verem os seus bens vandalizados e pilhados. Mais recentemente, há alguns dias, a África do Sul deteve e deportou igualmente cerca de mil moçambicanos em situação ilegal no seu território, numa operação que apanhou a diplomacia de Maputo desprevenida. Este contexto não deixou de condicionar desde já o início da visita de Jacob Zuma a Moçambique, como refere Orfeu Lisboa.

Entretanto, a nível interno, as negociações entre o governo e a Renamo continuam em ponto morto e têm sido numerosas as vozes a elevarem-se para se encontrar uma solução.
Anastácio Chembeze mediador do diálogo propõe que se alargue este processo a outras esferas da sociedade moçambicana. (rfi.fr)

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