Portugal: França Van Dúnem entre homenageados da Casa dos Estudantes

Nacionalista França Van-Dúnem (Foto: Angop/Arquivo)
Nacionalista França Van-Dúnem (Foto: Angop/Arquivo)
Nacionalista França Van-Dúnem (Foto: Angop/Arquivo)

O ex-primeiro-ministro angolano, Fernando França Van Dúnem, é um dos antigos nacionalistas africanos da Casa dos Estudantes do Império (CEI) que serão, nesta segunda-feira, homenageados em Lisboa, numa iniciativa da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

No evento, organizado na Fundação Calouste Gulbenkian, serão ainda homenageados outros antigos associados da CEI, como os ex-presidentes Jorge Sampaio (Portugal), Miguel Trovoada (São Tomé e Príncipe) e Pedro Pires (Cabo Verde), assim como os ex-primeiros-ministros moçambicanos, Mário Machungo e Pascoal Mocumbi

A cerimónia contará ainda com a participação dos actuais gestores das principais cidades membros da UCCLA, entre os quais o presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, José Tavares, também presidente da Assembleia Geral da UCCLA.

O ciclo de homenagens foi aberto, a 28 de Outubro de 2014, com um colóquio sobre “A importância da CEI na formação cultural dos seus associados”, realizado na Universidade de Coimbra, contando, entre outros, com a intervenção dos escritores angolanos Pepetela e Manuel Rui Monteiro.

Segundo a UCCLA, a CEI, sediada em Lisboa, foi, durante os seus 21 anos, “um autêntico viveiro que formou e viu crescer futuros líderes políticos africanos, entre os quais Agostinho Neto (primeiro Presidente de Angola), Amílcar Cabral (fundador do PAIGC), Joaquim Chissano (ex-presidente de Moçambique) ou Pedro Pires (ex-presidente de Cabo Verde)”.

O conjunto de iniciativas de homenagem aos associados da Casa dos Estudantes do Império incluiu, desde Janeiro, várias mesas redondas sobre a importância da CEI na perspectiva político-cultural, bem como uma exposição documental sobre a fundação e um colóquio internacional.

A Casa dos Estudantes do Império, criada em 1944, pelo então regime colonial português para permitir o convívio dos estudantes universitários das ex-colónias portuguesas.

Com o aproximar das independências das antigas colónias, muito dos seus alunos foram impulsionados para o aprofundamento dos estudos relativos à identidade dos seus países de origem, frequentando debates e colóquios, com conteúdo diversificado, motivo que levou a então polícia política portuguesa, PIDE, a decretar o seu encerramento, em 1965. (portalangop,co.ao)

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