Portugal: Embaixador Luís de Almeida enaltece homenagem aos ex-estudantes da Casa do Império

Embaixador Luis de Almeida (Foto: Jorge Monteiro/Portal de Angola)
Embaixador Luis de Almeida (Foto: Jorge Monteiro/Portal de Angola)
Embaixador Luis de Almeida (Foto: Jorge Monteiro/Portal de Angola)

Lisboa – O embaixador de Angola junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Luís de Almeida, enalteceu “vivamente” a homenagem que foram alvos, nesta segunda-feira, em Lisboa, os antigos nacionalistas africanos da Casa dos Estudantes do Império (CEI), numa iniciativa da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

Além do ex-primeiro-ministro angolano Fernando França Van Dúnem, foram homenageados os ex-presidentes Jorge Sampaio (Portugal), Joaquim Chissano (Moçambique), que esteve ausente; Miguel Trovoada (São Tomé e Príncipe) e Pedro Pires (Cabo Verde), assim como os antigos chefes de governo de Moçambique, Mário Machungo e Pascoal Mocumbi.

Sobre o evento, que assinalou os 40 anos das independências das ex-colónias portuguesas e dos 71 anos da criação da CEI, Luís de Almeida, em declarações à Angop, disse que apesar de tardio, “valeu a pena a homenagem”.

“Infelizmente muitos jovens não fazem a mínima ideia do que foi a CEI, bem como do que se seguiu até chegarmos à CPLP”, adiantou Luís de Almeida, também ex-associado do então estabelecimento, criado em 1944 para permitir o convívio dos estudantes universitários das ex-colónias portuguesas, e encerrado em 1965.

Regozijou-se ainda com o legado de unidade na luta contra o então colonialismo português protagonizado por todos os países africanos de expressão.

“Entre nós, não havia fronteiras e estávamos unidos em torno da criação e aprofundamento da consciência nacionalista”, recordou Luís de Almeida, apelando para a necessidade de se reviver o espírito dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Sobre os 40 anos da independência nacional, Luís de Almeida disse ser necessário a “concentração no trabalho e a realização de esforço para melhorarmos o país”.

Da memória da cerimónia da proclamação da independência, na noite de 11 de Novembro de 1975, lembrou o momento eufórico vivido ao lado do primeiro presidente angolano, Agostinho Neto. (portalangop.co.ao)

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