Pérola: “Ao partilhar o meu ritmo, estou a partilhar um pouco de Angola”

Pérola (Foto: D.R.)
Pérola (Foto: D.R.)
Pérola
(Foto: D.R.)

Canta desde os 8 anos, quis ser médica, mas foi em Direito que se formou. O bichinho da música esteve sempre presente, e é a cantar que se sente realizada. Falamos de Pérola, cantora angolana que acaba de lançar Tudo para Mim, a música que faz parte do projecto Team de Sonho – Volume 2.

Acaba de lançar uma nova música que faz parte do projecto Team de Sonho – Volume 2, intitulada Tudo para Mim. De que fala a música?

Fala de amor, de felicidade, de realização a dois, de reconhecimento e compromisso com a grande satisfação de amarmos e de sermos amados. É para mim uma homenagem, a valorização do sentimento verdadeiro e único da união.

Lançou o videoclipe de Tudo para Mim nas redes sociais, em 27 de Abril. Qual tem sido o feedback dos fãs?

Muito positivo. Há muitas referências satisfatórias, em particular pelo retrato de elementos da nossa cultura. A alegria que quisemos transmitir tem sido também muito valorizada.

Que outros projectos tem previstos para este ano?

Quero focar-me na divulgação do meu álbum – o Mais de Mim – pelo País. Vou igualmente apostar na internacionalização do meu trabalho. E continuar, naturalmente, a explorar novos ritmos, novas melodias, para projectos futuros.

Que concertos tem já programados para este ano?

Vou estar no Festival Meo Sudoeste, que é uma referência em Portugal. Mas, antes, pretendo conciliar algumas apresentações do meu álbum com a agenda de concertos do projecto Team de Sonho.

Apesar de morar em Angola, a Pérola viaja muitas vezes para fora. De que forma promove Angola com a sua música?

A identidade angolana está presente em toda a minha música, seja na letra, no sentimento, na melodia e mesmo na minha interpretação. Ao partilhar o meu ritmo, estou a partilhar um pouco de Angola, a energia única que nos caracteriza a todos, independentemente de qualquer contrariedade. Esse é o meu contributo.

É complicado ter sucesso além-fronteiras?

O sucesso é complicado de conquistar em qualquer realidade, requer muito trabalho, entrega e sacrifícios. Além- -fronteiras é, seguramente, uma vantagem se houver alguma música nacional a ser consumida. As referências ajudam, mas não garantem necessariamente conquistas. No meu caso, tento sempre explorar com toda a energia as oportunidades que surgem, e recebo com muita gratidão todas as conquistas.

A Pérola canta desde os 8 anos. Sempre quis seguir esta carreira, ou tinha outros sonhos de menina?

Primeiro quis ser médica e, a seguir, advogada, área em que me formei academicamente, mas a música esteve sempre presente em todos os momentos. O meu pai foi músico e, naturalmente, isso influenciou a minha veia artística. Hoje tenho a certeza de que não poderia ter optado por outra coisa [risos].

A Pérola foi uma das madrinhas das 7 Maravilhas de Angola. Continua a promover o Morro do Mocô, no Huambo?

Nasci no Huambo, vivi lá períodos marcantes para a construção da minha consciência. O Huambo está sempre presente no meu imaginário e, por isso, serei uma eterna representante da minha origem, independentemente do motivo. Tento promover o Morro do Mocô sempre que tenho oportunidade. Aproveito para apelar a todos para que façam o mesmo.

Angola celebrou este ano 13 anos de paz. Na sua opinião, o que melhorou neste entretanto e o que há ainda a fazer, mesmo em termos culturais?

O actual potencial crescente da nossa música é o espelho dos ganhos destes 13 anos de paz. No entanto, há, naturalmente, ainda muito por fazer em outras áreas das artes, onde será necessário mais investimento, a vários níveis, para alcançarmos resultados mais notórios.

A Pérola nem sempre viveu em Angola. Recebeu influências musicais dos países por onde passou?

Naturalmente que sim, fez parte da minha vivência e integração social. A música que faço hoje é, seguramente, influenciada por essas experiências. E acredito que a minha versatilidade como artista resulte igualmente desse facto. (expansao.ao)

Por: Sandra Martins Pereira

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