PEI traz a Luanda primeira conferência da UNECA em África

(Foto: D.R.)
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ONG baseada em Londres promove, com o Ministério das Relações Exteriores, encontro de alto nível, onde será debatido o papel da ciência e inovação na diversificação económica.

O Planet Earth Institute (PEI) vai promover a primeira conferência da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA, no acrónimo inglês) em Luanda, em Novembro, onde será abordada a importância da ciência e tecnologia na diversificação económica do continente, revelou o CEO da organização não-governamental baseada em Londres.

Falando ao Expansão, à margem de um pequeno-almoço que juntou, no fim da semana passada, embaixadores e gestores num debate sobre ciência, tecnologia e inovação em África, Maurício Fernandes destacou o “interesse” da Fundação José Eduardo dos Santos (FESA) em se associar ao evento, no qual está envolvido o Ministério das Relações Exteriores de Angola. “A ciência, a inovação e a tecnologia estão no centro da agenda do desenvolvimento de África”, sublinhou o responsável da organização que tem como principal objectivo contribuir para a independência científica africana.

O evento, que durante dois dias irá juntar em Luanda membros do Governo angolano e de outros países do continente, empresários, gestores e académicos, tem como mote O Papel da Ciência e Tecnologia na Diversificação das Economias Africanas e “mostra o reconhecimento pela UNECA do esforço de Angola em promover a investigação científica ao serviço do desenvolvimento”, disse. “A UNECA quer fazer de Luanda o centro da lusofonia em África no sentido de discutir a economia do conhecimento”, disse Maurício Fernandes, destacando, no caso angolano, a importância da aposta na investigação aplicada à agricultura.

O CEO fez um balanço positivo do African Breakfast Club – evento promovido pelo PEI, que tem o empresário, gestor e filantropo angolano Álvaro Sobrinho como chairman -, onde representantes de 15 Estados e empresas públicas e privadas, nacionais e multinacionais, debateram como os negócios podem ajudar ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação, quer directamente, quer transmitindo conhecimento para o desenvolvimento económico.

Paul Boateng, trustee do PEI e membro da Câmara dos Lordes britânica, destacou, ao Expansão, o “forte empenhamento” de empresas angolanas como a TAAG, Unitel, a Zap, e de bancos como o Valor e o Sol, “na promoção da independência científica do País, dando um exemplo a todo o continente. É positivo que haja em África um país que dê o ‘tiro de partida’ neste debate, com empresários, investigadores e Executivo juntos no objectivo proposto”, disse o antigo secretário do Tesouro britânico, sublinhando que “os governos não podem fazer tudo sozinhos”.

Em Angola, o PEI promoveu e apoiou a formação de cinco professores da Agostinho Neto na Universidade de Newcastle, no Reino Unido, na Área do Ambiente e Engenharia Ambiental, no quadro da formação do Centro de Excelência em Ciência para a Sustentabilidade em África (CESSAF).

Em breve, disse Maurício Fernandes, os docentes angolanos irão acompanhar doutoramentos de alunos angolanos nestas vertentes, sendo os estudantes integrados em empresas que, no final dos projectos, deverão integrá-los como quadros. “Trata-se de um dos bastiões do PEI em Angola”, destacou o CEO, explicando que este projecto integra “investigação aplicada nas empresas com a componente académica”. (expansao.ao)

Por: Ricardo David Lopes

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