Passos espera entendimento com PS sobre Segurança Social após as eleições

(Fotografia © Mário Cruz/Lusa)
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“Entendemos que vale a pena encontrar uma solução que seja o mais consensual possível”, disse o primeiro-ministro durante uma iniciativa da Juventude Social Democrata em Cascais.

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou na segunda-feira à noite que espera chegar a um entendimento com o PS sobre a reforma da Segurança Social logo após as eleições legislativas.

Durante uma iniciativa da Juventude Social Democrata (JSD), em Cascais, Passos Coelho insistiu que são necessárias medidas “do lado da Segurança Social” e referiu que “o Governo já apresentou um número que é relevante para atingir o resultado que se pretende”: 600 milhões de euros.

O presidente do PSD alegou que “o PS agora também reconhece que esse problema existe” e defendeu deve ser encontrada “uma solução que seja o mais consensual possível”, declarando: “Infelizmente, isso não foi possível de alcançar até às eleições com o PS. Eu espero que seja possível logo a seguir às eleições”.

Nesta intervenção, Passos Coelho não avançou nenhuma proposta de reforma da Segurança Social, mas considerou que “era bom que, independentemente de quem viesse a ganhar as eleições, as pessoas soubessem que esse problema pode ser resolvido e como é que pode ser resolvido”.

Quanto ao facto de o executivo PSD/CDS-PP não ter apresentado um modelo para essa reforma, justificou: “Não dissemos como é que isso se vai fazer na medida em que, como sabem, tem havido do lado do Tribunal Constitucional uma visão muito crítica das propostas que foram apresentadas pelo Governo nesta matéria”.

“E nós entendemos que vale a pena encontrar uma solução que seja o mais consensual possível. Nós já tentámos por três vezes uma reforma que possa resolver este problema na Segurança social, que tem que ver sobretudo com pensões. Ainda não o conseguimos”, acrescentou.

Depois, Passos Coelho lamentou a posição dos socialistas: “O PS agora também reconhece que esse problema existe, mas como há eleições não está disponível para discutir a coisa connosco até lá, o que evidentemente eu lamento profundamente”.

“Infelizmente, isso não foi possível de alcançar até às eleições com o PS. Eu espero que seja possível logo a seguir às eleições”, acrescentou.

Neste discurso, Passos Coelho defendeu também a obtenção de poupanças por via da redução de organismos públicos no quadro da reforma do Estado e a contenção da despesa com salários através dos limites à substituição de funcionários públicos.

“Ainda precisamos de fazer algum esforço do lado da organização interna da própria Administração. Isso está razoavelmente descrito no processo de reforma do Estado que nós aprovámos, e que implica, por exemplo, em vez de estar a replicar organismos em cada ministério que podem satisfazer necessidades que são transversais e que são comuns, reduzir esses organismos e tentar concentrar essas funções em organismos mais simples de natureza transversal”, disse.

Quanto à política de recursos humanos, declarou: “Nós estamos durante este ano e nos próximos anos a remover os cortes salariais que tínhamos, sem com isso estar a elevar a fatura com salários. Como? Jogando inteligentemente na substituição de efetivos na Administração Pública. A nossa grande preocupação era ir removendo estas medidas sem com isso fazer disparar outra vez a despesa, e isso nós estamos a conseguir”.

Segundo Passos Coelho, é preciso, “manter esta disciplina para futuro” e aproveitar o “ciclo económico de crescimento” para diminuir “a fatia de juros” da dívida pública.

“A fatia de juros é praticamente tanto quanto nós gastamos em Saúde durante um ano, é o primeiro ministério de todos. O primeiro programa orçamental de todos é os juros que temos de pagar pelas dívidas do passado”, apontou. (dn.pt)

por Lusa

 

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