Pagamentos a construtoras e telecoms com mais atrasos

(Foto: Angop)
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PCA do Banco BIC garante que pagamentos do Estado e transferência para compra de medicamentos são prioritárias. Clientes da ENSA podem pagar seguros mensalmente.

Os sectores da construção civil e telecomunicações são os que sofrem mais atrasos nos pagamentos do Estado e transferências para o exterior, revelou o presidente do conselho de administração (PCA) do Banco BIC.

Em declarações ao Expansão, à margem da assinatura de um protocolo com a ENSA, no final da semana passada, Fernando Teles assumiu haver atrasos de “alguns meses” nos pagamentos a estes sectores, mas garantiu que, em relação aos medicamentos, tem sido feito um esforço adicional para que as contas estejam em dia.

Segundo o PCA, no BIC, em relação a clientes particulares, “tudo tem sido feito” para ultrapassar também os problemas com os levantamentos com cartões de crédito no exterior. “Acredito que é uma questão de tempo para ultrapassar esta dificuldade”, disse o gestor, apelando à “calma” por parte dos clientes que têm sido afectados. “Estamos a par da situação de dificuldade que tem havido no levantamento de valores monetários no exterior e não só”, afirmou, alertando que os clientes, “quando têm uma aflição, têm de consultar os bancos”.

Crédito ao Estado supera o de empresas

Teles disse ainda compreender a “pressão” que os clientes colocam sobre os bancos na compra de divisas, tendo em conta que o câmbio na rua é diferente. “Nem sempre sabemos quem realmente precisa”, disse o gestor do BIC, acrescentando que, “quando se trata de pessoas que precisam [de divisas] para tratamentos de saúde ou até para irem de de férias, que expõem os seus problemas à instituição, o Banco Nacional de Angola tem sido sensível, e nós tentamos satisfazer o cliente”.

Questionado sobre os empréstimos que o BIC tem feito ao Estado, Fernando Teles disse que o a instituição tem em carteira 3,9 mil milhões USD em títulos de dívida pública, e 3,4 mil milhões USD em créditos a empresas. “O credito ao Estado é ligeiramente superior. Gostaríamos de ter mais crédito a empresas, mas muitas vezes não surgem projectos com viabilidade suficiente para nós aprovarmos”, afirmou.

BIC e ENSA fazem parceria para pagamentos

Entretanto, o BIC assinou uma parceria com a ENSA, a maior empresa de seguros angolana, para o débito em conta de clientes, até 12 prestações de prémios de seguros da companhia. Recorrendo a esta modalidade de pagamentos, explicou Teles, o cliente da ENSA e do BIC “não tem de se preocupar” em fazer os pagamentos dos seguros, por exemplo, nos balcões da ENSA. ou de um banco.

O BIC, disse, vai alertar os clientes que não tenham dinheiro na conta quando chegar o momento do débito, para que não corram o risco de verem os seguros anulados. Manuel Gonçalves, PCA da ENSA, por seu turno, adiantou que a companhia e o banco estabeleceram uma parceria para a comercialização de seguros nos balcões do BIC. “Estamos a dar um passo em frente com a assinatura deste protocolo que vai permitir a autorização do débito” em conta do pagamento dos seguros, disse, garantindo que esta modalidade permite que os clientes “tenham a vida facilitada no momento de cumprirem as obrigações relativamente à ENSA”.

Ao Expansão, o gestor sublinhou igualmente que, após o preenchimento do formulário para autorizar o débito em conta, os clientes verão “os pagamentos realizados e desaparece o risco de a apólice de seguro ficar sujeita ao cancelamento”. “Penso que se trata da primeira iniciativa do género no nosso mercado segurador”, disse Manuel Gonçalves, destacado que “a experiência revela a garantia de que o futuro vai mostrar o sucesso desta iniciativa”.

ENSA ‘segura’ básquete

Os atletas dos vários escalões do basquetebol angolano vão, entretanto, beneficiar de seguros de acidentes pessoais da ENSA, durante as competições oficiais em que estiverem envolvidos, fruto de um acordo de parceria entre a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) e a companhia estatal.

O documento foi assinado pelo presidente da FAB e por Manuel Gonçalves, e inclui ainda um seguro de assistência em viagem para os jogadores e restantes membros de delegações que participam em competições, e seguro de saúde para dirigentes do órgão reitor da modalidade.

Ao abrigo do protocolo, a ENSA deve promover a sua imagem e a divulgação de produtos de seguros durante eventos da FAB, especialmente os campeonatos nacionais, na condição de seguradora oficial. Segundo uma nota de imprensa da seguradora, este é o primeiro vínculo entre as duas entidade. A ENSA já havia celebrado acordos do género com a Federação Angolana de Futebol (FAF) e com o Comité Olímpico Angolano (COA). (expansao.ao)

Por: Sita Sebastião

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