Operação Marquês: Transferências de 14 milhões na Suíça podem ter ido para Sócrates

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José Sócrates encontra-se detido no Estabelecimento Prisional de Évora, por indícios de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

No início de maio foram realizadas buscas a Vale de Lobo, um resort de 450 hectares. A equipa do procurador Rosário Teixeira tinha como objetivo investigar um dos donos do Grupo Lena, Joaquim Barroca.

Os investigadores focaram-se na empresa Easyview, projeto parado há alguns anos, detido pela Vale do Lobo Empreendimentos, e que está no epicentro de um negócio ruinoso, com um crédito de 29 milhões de euros obtido junto do BES.

Foram detetadas transferências de 14 milhões de euros para uma conta na Suíça de Joaquim Barroca, feitas pelo holandês Jeroen van Dooren e pelo empresário Hélder Bataglia.

Contudo, van Dooreen indica que esse foi o valor que lhe foi exigido, debaixo da mesa, para poder escolher o construtor da moradia no lote de terreno que acabara de comprar ao empreendimento.

O semário Expresso dá conta que todo o dinheiro que, mais tarde, saiu da conta de Joaquim Barroca e foi parar a uma conta do empresário Carlos Santos Silva, teria como beneficiário principal o antigo primeiro-ministro José Sócrates, indiciado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, na sequência da Operação Marquês.

É por este motivo que o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) está a vasculhar este projeto imobiliário parado há vários anos, devido a verbas entregues a Joaquim Barroca. (noticiasaominuto.com)

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