OPEP perspectiva petróleo abaixo dos 100 dólares na próxima década

(Foto: D.R.)
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No cenário mais optimista incluído num estudo da OPEP, o cartel antecipa que os preços do petróleo estarão nos 76 dólares por barril em 2025. Para reforçarem a influência no mercado, a OPEP deve voltar a impor quotas de produção aos seus membros.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estima que o preço do petróleo não vai regressar aos 100 dólares por barril, recomendando por isso aos membros que o cartel volte a adoptar quotas de produção da matéria-prima, que foram abandonadas em 2011.

A notícia  está a ser avançada pelo The Wall Street Journal (WSJ), que teve acesso ao relatório que foi apresentado na última reunião da OPEP e que tem como objectivo definir a estratégia do cartel.

Em nenhum dos vários cenários desenhados pelos especialistas da OPEP há previsões para uma cotação do crude acima de 100 dólares por barril na próxima década. Na estimativa mais optimista, o preço médio do petróleo em 2025 estará nos 76 dólares por barril.

Com esta previsão, a OPEP reconhece que os membros do cartel vão continuar com níveis elevados de produção para compensar o aumento da oferta por parte dos produtores de petróleo de xisto nos Estados Unidos.

O crude WTI baixou da fasquia dos 100 dólares por barril em Setembro do ano passado e continuou em queda acentuada desde então, chegando a negociar abaixo dos 50 dólares em Janeiro. Actualmente o barril está a ser transaccionado na casa dos 65 dólares.

Os membros da OPEP, liderados pela Arábia Saudita, decidiram aumentar a oferta de petróleo no mercado para não perderem quota de mercado para outros produtores, numa estratégia que acabou por exacerbar a descida da cotação da matéria-prima.

Este estudo da OPEP vem agora recomendar que o cartel regresse a um sistema de quotas de produção que foi abandonado em 2011 devido à divergência entre vários países, que não queriam estar amarrados a acordos que lhes impedisse de aumentar a produção e violavam sistematicamente as suas quotas de produção.

O regresso ao sistema de quotas de produção, diz o WSJ, permitiria aos membros mais pobres da OPEP, como a Argélia e a Venezuela, aumentar os níveis de produção actuais. O relatório defende que se a OPEP conseguir aumentar os níveis de disciplina no cartel terá mais poder para influenciar os mercados. “Se quiserem uma organização sustentável, não têm alternativa” comentou à Bloomberg um responsável da OPEP.

A recomendação passa por instituir quotas a cada membro assim que o cartel que já foi responsável por mais de metade da produção de petróleo a nível mundial veja a sua quota conjunta ficar abaixo de 32%. (jornaldenegocios.pt)

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