Obama pode sabotar cúpula do G7 se informações sobre espionagem forem divulgadas

(D.R)

Barack Obama ameaça não participar na cúpula do G7 se Berlim decidir divulgar informações sobre espionagem.

(D.R)
(D.R)

As perspectivas da cúpula dos líderes dos “Sete Grandes” (EUA, Canada, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Itália), que terá lugar em 7 e 8 de Junho, são vagas. O presidente dos EUA até pode desistir de participar no encontro.

A causa é o anúncio da publicação para breve, pelo governo alemão, dos e-mails, números de telefone e outros objectos e dispositivos relacionados com a espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.

No início deste mês, a midia alemã tinha informado que tem laços entre a NSA e o BND (Serviço Nacional de Inteligência da Alemanha). Segundo as informações, o BND consentiu, durante um determinado período, a actuação da inteligência norte-americana no seu país, mesmo depois das revelações de Edward Snowden e do escândalo de espionagem que afectou a própria Alemanha, junto com o Brasil, em 2014.
Naquela altura, o Brasil e a Alemanha apresentaram à ONU um plano de reforço da cibersegurança

Vale notar que a reunião dos mandatários do G7 terá lugar em Elmau, a 90 km da sede alemã da NSA, Bad Aibling.

No entanto, uma fonte da NSA citada pelo jornal alemão Bild afirma que a recusa dos EUA não estaria relacionada com a espionagem:

“Nós não ameaçamos, nem pensamos cancelar a nossa participação do G7 por uma razão relacionada com os serviços secretos. Qualquer sugestão neste sentido é completamente falsa”.Contudo, a coincidência é interessante.

Já segundo o Sueddeutsche Zeitung, outro jornal importante da Alemanha, o governo Merkel teria “exagerado” ao assinar o acordo de não-espionagem em 2013.

Segundo a publicação, há documentos que mostram que a chanceler e o seu vice de então, Guido Westerwelle, sabiam de antemão que os EUA só iriam “considerar a possibilidade de não espionar” a Alemanha, e não cessar as escutas por completo.

Finanças antes da espionagem

Duas semanas antes da cúpula presidencial, o G7 convoca, para a quinta e a sexta-feira da semana em curso (28 e 29 de maio, respectivamente), a cúpula das autoridades financeiras do grupo.

Para os especialistas, neste evento também será sentida a pressão dos EUA, que irão tentar influenciar a posição da Alemanha em relação à crise na Grécia, que pode estar estudando a possibilidade de sair do euro e da União Europeia.

A cúpula presidencial do G7 acontecerá um mês antes da cúpula dos chefes de Estado dos BRICS, nos dias 8 e 9 de julho. A Sputnik irá fazer cobertura exclusiva da cúpula dos BRICS, que terá lugar na cidade russa de Ufa. (sputniknews.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA