Negação da tradição considerada como contribuinte da perda de valores culturais

Rosa Cruz e Silva-Ministra da Cultura (Foto: António Escrivão)
Rosa Cruz e Silva-Ministra da Cultura (Foto: António Escrivão)
Rosa Cruz e Silva-Ministra da Cultura (Foto: António Escrivão)

Ao negar se a tradição, ao se impedir aos pais de transmitirem seus ensinamentos, crenças e valores culturais, impediu-se o desenvolvimento do povo africano e ao mesmo tempo contribuiu-se para o fraco contacto com a cultura por parte de uma geração inteira.

Essa afirmação foi feita pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, durante palestra realizada no Centro de Formação de Jornalista(CEFOJOR ) com tema “ Os valores tradicionais da cultura africana “.

Para a ministra, os valores de uma cultura são necessariamente o resultado do somatório de um conjunto de realizações, desde os do ponto de vista económico, social e os culturais, os quais se distinguem tendo em conta o contexto em que tiverem acontecido.

Segundo a governante, a abordagem segundo a qual o continente africano é um retalho de culturas, dispersas, sem qualquer conexão, tem que ser banida, porque os factos o comprovam, pois os povos sempre estiveram disponíveis para dialogar, ou seja recebendo e reelaborando os seus valores.

De acordo Com Rosa Cruz e Silva, as mudanças verificadas e ainda a falta do controlo social, a falta de respeito pela família, a desagregação de famílias inteiras atingidas durante as guerras, o número, cada vez mais crescente de jovens que vivem afastados das suas famílias e sem algum principio moral e social, fazem com que exista actualmente uma grande perca de identidade sócio-cultural.

“ Os valores, como a solidariedade, a justiça, o trabalho, a honestidade, não são praticados por grande parte da população, sobretudo os mais jovens, tudo isto deu lugar ao fenómeno da marginalidade, da prostituição, da droga, corrupção, acompanhado pela grande desvalorização do ser humano”, afirmou a ministra.

A ministra indica que a evolução normal da sociedade contribui também para que essas práticas tenham conhecido fortes alterações, porquanto muitos detalhes dos ritos deixaram de existir.

Rosa Cruz e Silva advoga que diante desse quadro difícil tem de se partir na contínua valorização dos valores tradicionais e expurgar os contravalores que se infiltram na realidade africana.

A palestra foi organizada pelo Comité Executivo da Organização da Mulher Angolana(OMA), no âmbito do 25 de Maio, Dia de África. (portalangop.co.ao)

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