MPLA e PSD de Portugal perspectivam cooperação política

Delegação do PSD e a direcção do MPLA, durante o encontro das duas formações políticas (Foto: Joaquina Bento)
 Delegação do PSD e a direcção do MPLA, durante o encontro das duas formações políticas (Foto: Joaquina Bento)

Delegação do PSD e a direcção do MPLA, durante o encontro das duas formações políticas (Foto: Joaquina Bento)

As direcções do MPLA e do PSD, partidos que sustentam os governos de Angola e de Portugal, analisaram nesta terça-feira, em Luanda, as vias conducentes ao estabelecimento de uma cooperação mais profícua entre as duas formações políticas.

Os termos do acordo que poderá ser firmado nos próximos dias foram discutidos durante uma reunião entre os dois partidos, chefiados pelos respectivos vice-presidentes, Roberto de Almeida (MPLA), e Marcos António Costa (PSD), que chegou hoje a Luanda, para uma visita de três dias a Angola.

Em declarações à imprensa, no final da reunião que durou quase duas horas, o vice-presidente do MPLA disse tratar-se do encontro mais importante que as direcções dos dois partidos já realizaram nos últimos tempos.

“Este encontro veio confirmar os contactos anteriores e serviu para perspectivar o relacionamento futuro, num quadro mais reforçado e com o envolvimento de outras instituições de cada um dos dois partidos”, realçou.

O dirigente do MPLA precisou que o encontro proporcionou a troca de impressões que permitirão alinhar os passos a dar para a assinatura de um acordo de cooperação, assim como questões ligadas ao quadro actual da economia de cada um dos dois países.

“Neste aspecto, informamos os passos que estão a ser dados relativamente às medidas para se ultrapassar o problema resultante da baixa do preço do petróleo no mercado internacional”, explicou o vice-presidente do MPLA.

Segundo Roberto de Almeida, durante o encontro também foi manifestado o interesse de Angola em continuar com a cooperação comercial com Portugal, no interesse dos respectivos povos, embora tenha registado um decréscimo ultimamente.

“Do lado português também foi-nos traçado o quadro económico actual, inserido na economia europeia e qualquer das partes manifestou a esperança de breve alteração desses quadros presentes, uma vez que em diversas instâncias estão a ser analisadas questões económicas que poderão ter impacto nos dois países”, rematou. (portalangop.co.ao)

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