Moto GP: Jorge Lorenzo junta-se aos grandes nomes do motociclismo em Le Mans

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Jorge Lorenzo juntou o nome às lendas Mick Doohan e Giacomo Agostini, os únicos pilotos a vencerem o Grande Prémio de França na categoria rainha do motociclismo por quatro vezes. Tal como há duas semanas em Jerez de la Frontera, o espanhol dominou a corrida do início ao fim e o seu triunfo nunca esteve em causa.

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Lorenzo assumiu a liderança da corrida logo na segunda curva, aproveitando uma trajetória demasiado larga de Marc Márquez e nunca mais largou o comando.

Enquanto o espanhol passeava tranquilamente, os adversários eram obrigados a fazer pela vida. Valentino Rossi, largou da sétima posição na grelha de partida e mais uma vez esteve em grande.

Depois de deixar para trás Marc Márquez, levou a melhor sobre Andrea Dovizioso no duelo pela segunda posição.

Na luta pelo quarto posto, Márquez impôs-se a Andrea Iannone mas a falta de potência da sua Honda foi demasiado evidente ao longo da corrida. Ainda tem muito trabalho pela frente para poder aspirar ao tricampeonato do mundo.

Já Lorenzo mostrou que o mau início de temporada não passou de um acidente de percurso e está já na segunda posição do mundial a 15 pontos do líder e companheiro de equipa, Valentino Rossi.

No Moto 2, Miguel Oliveira terminou na oitava posição. O piloto português chegou a rodar em quarto mas acabou por terminar na mesma posição em que tinha partido. Também no mundial de pilotos se encontra em oitavo.
O regresso cauteloso de Pedrosa

Depois do sexto lugar na primeira corrida da temporada, no Qatar, Dani Pedrosa anunciou uma pausa na carreira para se submeter a uma intervenção cirúrgica no braço direito. Falhou três grandes prémios e regressou este fim de semana em Le Mans. Ainda está bem distante do seu melhor, mas tem consciência que o tempo está do seu lado.

Pedrosa não mostrou grande vontade de queimar etapas na recuperação e rapidamente descartou o regresso no Grande Prémio de Espanha, como era o objetivo inicial. Em França, mostrou as garras na qualificação, terminando com o oitavo melhor tempo. Na corrida, caiu logo nos primeiros momentos mas logo regressou à pista.

Afinal de contas, somar quilómetros era bem mais importante que o 16º lugar em que terminou: “Ainda não estou a 100% mas claro que é importante recuperar a forma para tentar ganhar corridas. Agora estou melhor fisicamente e já me sinto mais confortável na moto mas ainda preciso de alguns grandes prémios nas pernas para poder avaliar como estou realmente.”
Os bastidores de um grande prémio em 1970

Construído em 1967, o circuito Bugatti em Le Mans tornou-se rapidamente paragem obrigatória no mundo dos desportos motorizados. Há precisamente 45 anos a vida na Europa era bem diferente, mas o Grande Prémio de França já servia de pretexto para juntar os adeptos em torno da mesma paixão.

A 17 de maio de 1970 milhares de aficionados das motos juntaram-se em Le Mans para a segunda corrida da temporada no Campeonato do Mundo de Motociclismo.

O vencedor do Grande Prémio de França só podia ser um, afinal de contas Giacomo Agostini venceu todas as corridas em que participou entre 1968 e 1970, terminando a carreira com um total de 15 títulos mundiais.

O italiano terminou com uma vantagem de 48,3 segundos sobre Ginger Molloy, repetindo o triunfo do ano anterior no circuito francês. (euronews.com)

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