Montepio não é igual ao BPI porque “não depende de Angola para sobreviver”

António Tomás Correia, Montepio (Foto: D.R.)
António Tomás Correia, Montepio (Foto: D.R.)
António Tomás Correia, Montepio
(Foto: D.R.)

Fonte próxima da administração do Montepio criticou as declarações de Fernando Ulrich, quando disse que era uma “ofensa” comparar o BPI ao BES e à caixa económica.

Estão abertas as hostilidades entre o BPI  e o Montepio. Fernando Ulrich considerou que era uma “ofensa” comparar o banco que lidera com a caixa económica e o antigo Banco Espírito Santo. Agora, vem fonte próxima da administração do Montepio lançar uma farpa.

“O Montepio não é comparável ao BPI, porque é uma instituição da economia social. E, entre outras diferenças, não depende dos resultados do exterior para a sobrevivência em Portugal”, indica ao Negócios fonte próxima do conselho de administração, liderado por António Tomás Correia.

A afirmação contém uma crítica à dependência que o Banco BPI tem apresentado face ao seu banco angolano (BFA) e do qual tem uma dependência que terá de reduzir para respeitar as novas normas do Banco Central Europeu. A caixa económica é controlada pela associação mutualista com o mesmo nome.

Em resposta aos jornalistas esta quinta-feira, 30 de Abril, na apresentação de resultados do primeiro trimestre, Fernando Ulrich afirmou que “pôr o BPI ao lado” do BES ou do Montepio “é uma ofensa”.

“Não misture o BPI nesses conjuntos. Pôr o nome do BPI ao lado desses bancos é uma ofensa”. Foi desta forma que Fernando Ulrich respondeu à questão sobre se o que se está a passar no sector, com as mudanças no BES, no Novo Banco, no Montepio e no BPI, pode ser considerado uma revolução.

“Não há nenhuma revolução no BPI. Estamos a evoluir com os nossos accionistas de há muito tempo e são todos muito importantes para nós”, salientou.

O Montepio foi alvo de uma auditoria especial ordenada pelo Banco de Portugal, que terá detectado, segundo noticiou a SIC, “irregularidades” na concessão de crédito e quebras no princípio de gestão sã e prudente. Em curso está também a separação da gestão entre a associação mutualista e a caixa económica. (jornaldenegocios.pt)

 

 

 

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