Ministro explica projecto de acessos ao novo Aeroporto Internacional de Luanda

Ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás (Foto: Francisco Miudo)
Ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás (Foto: Francisco Miudo)
Ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás (Foto: Francisco Miudo)

O projecto ligado aos acessos rodoviários, ferroviário, rede de estradas, o novo ramal ferroviário e estações de Caminhos de Ferro de Luanda, que vão facilitar a acessibilidade ao novo Aeroporto Internacional da capital, foram esclarecidos nesta quinta-feira, à imprensa, pelo ministro dos Transportes, Augusto Tomas.

O titular da pasta dos transportes fez o esclarecimento sobre este projecto do Executivo em curso à margem da 6ª Sessão Ordinária Conjunta da Comissão Económica e da Comissão para a Economia Real do Conselho de Ministros, realizada hoje, sob orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

De acordo com Augusto Tomas, o projecto consistirá em acessos rodoviário e ferroviário, sendo o primeiro (rodoviário) a ser aberto a Norte e a Sul da estrada nacional 230 e que ligam a via expresso ao novo Aeroporto Internacional de Luanda, passando em paralelo à estrada de Catete.

Esclareceu que o novo corredor Sul passa pelo Zango e liga a via principal de acesso ao novo Aeroporto uma extensão de cerca de 23 quilómetros e meio.

O novo corredor Norte passa entre a nova centralidade de Cequele e Baia e liga a estrada nacional 230 ao novo aeroporto, numa extensão de cerca de 23,5 quilómetros.

O governante ressaltou que os dois corredores novos totalizam cerca de 50 quilómetros, tendo referenciado que o corredor de Catete é divido em dois trechos, sendo o primeiro com 23 quilómetros, que vai da Unidade Operativa de Luanda até a via Expresso (Benfica/Cacuaco).

Já o Segundo trecho tem cerca de 17 quilómetros e vai da via Expresso até ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Informou que o projecto para o trecho um prevê a reformulação da actual estrada de Catete que passará por uma auto estrada urbana com ruas de serviços laterais para acessos locais e terá cerca de sete nós que irão garantir as travessias de acessos à auto estrada e com aproximadamente 25 novas passagens pedonais superiores.

Disse que o projecto para o trecho dois encontra-se em construção, prevendo quatro nós de acessos e uma nova via de acesso ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Paralelamente à intervenção a esse nível, prevê-se também a parte inferior em Luanda a intervenção do Eixo Viário, na rua Ndunduma, Abdel Nasser e no acesso a Boavista até a via Expresso em Direcção a Cacuaco, que liga antes ao corredor Norte ao acesso ao novo aeroporto.

Fez saber que a nível ferroviário o governo fez aprovar a segunda via Bungo/Baia, bem como a aquisição de 10 unidades múltiplas diesel e criou as respectivas oficinas para a manutenção destas máquinas circulantes.

Disse que hoje o Executivo nesta reunião aprovou o ramal ferroviário que vai de Baia ao novo Aeroporto Internacional de Luanda, numa extensão de oito quilómetros e a construção de mais seis estações ferroviárias (Bungo, Musseques, Viana, Kapalanca, Baia e novo Aeroporto Internacional de Luanda).

Destacou que estas estações ferroviárias serão multifuncionais e algumas delas com centros comerciais e ainda com zonas reservadas à realização de Check-in para passageiros que eventualmente irão viajar, reservando-se os serviços migratórios no Aeroporto Internacional de Luanda.

Na sessão de hoje foram discutidas questões ligadas ao ministério dos Transportes ligados ao Programa Integrado de Acessibilidade para o Novo Aeroporto Internacional de Luanda, no concernente à proposta de cronograma de acções e do Orçamento do Gabinete para a Infra-estruturas de acesso a este aeroporto, Projectos para os acessos rodoviários, rede de estradas, bem como para o acesso ferroviário, estações do Caminho de Ferro de Luanda e novo ramal ferroviário.

Foram ainda analisados documentos dos ministérios da Agricultura, este ligado à proposta de privatização parcial da empresa Frescangol e da Energia e Águas, consubstanciado no memorando sobre estudo de viabilidade do aproveitamento hidroeléctrico binacional de Baynes, Angola/Nambia. (portalangop.co.ao)

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