Ministro Chikoti ressalta trabalho da CIRG na manutenção da paz

GEORGES CHICOTI - MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIOR DE ANGOLA (FOTO: ALBERTO JULIÃO)

O ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti, vaticinou nesta terça-feira, em Luanda, que “a Região dos Grandes Lagos está ainda longe de encontrar uma paz total, mas o trabalho conjunto da CIRGL, a nível do secretariado, dos ministros, dos chefes de Estado e de governo, constitui via importante para encontrar a paz”.

GEORGES CHICOTI - MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIOR DE ANGOLA (FOTO: ALBERTO JULIÃO)
GEORGES CHICOTI – MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIOR DE ANGOLA (FOTO: Alberto Julião)

Ao intervir no acto de abertura da Reunião Extraordinária do Comité de Ministros da Defesa da CIRGL, que analisa a actual situação da paz e segurança nesta sub-região de África, referiu que “a convocatória da Cimeira da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) realiza-se num momento preocupante”.

O governante, que falava em substituição do ministro angolano da Defesa (ausente do país), exemplificou a situação preocupante nos Grandes Lagos, falou do último ataque terrorista no Quénia, que vitimou mais de 100 estudantes e da situação pré-eleitoral no Burundi, que também tirou a vida a muitos cidadãos burundeses (outros estão refugiados em países vizinhos).

Referiu-se ainda à questão da República Democrática do Congo, que tende também a agravar-se, tendo em conta os últimos incidentes aí ocorridos, a frágil situação ainda prevalecente no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, onde os processos políticos ainda não conheceram a sua conclusão.

No concernente à República Centro-Africana (RCA), o ministro angolano precisou que os representantes da CIRGL felicitaram pela recente realização do fórum político que teve lugar de 8 a 11 deste mês, em Bangui, capital da RCA, entre as diferentes forças políticas.

Anunciou que a República de Angola, que na pessoa do seu Presidente José Eduardo dos Santos assume por dois anos a presidência rotativa da CIRGL (o mandato iniciou em Janeiro de 2014), acolherá a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo deste organismo, a ter lugar na capital angolana, na próxima segunda-feira (18).

Informou ainda que a CIGRL felicitam a missão dos funcionários deste organismo regional, que sob coordenação do seu secretariado executivo realizaram visitas a alguns países da região, tendo constatado as realidades prevalecentes em cada país visitado.

Na sua intervenção, o governante angolano apelou, por outro lado, os estados membros a darem as suas contribuições financeiras, com vista a levarem a “bom porto” os projectos da organização, acima de tudo do ponto de vista logístico.

“Devemos deste modo não perder de vista a importância das contribuições financeiras dos estados membros para a nossa organização, a fim de lhe dar força e maior dinamismo nos seus desafios, que como vemos não são poucos”, precisou.

O encontro, que deverá terminar no fim da tarde desta terça-feira, está a analisar a actual situação de segurança na Republica Democrática do Congo e o desarmamento das Forças Democráticas de Libertação Rwanda (FDLR), a situação no Sudão do Sul, Burundi e na República Centro-Africana, além da questão da ameaça do terrorismo na Região dos Grandes Lagos.

Este encontro ministerial foi antecedido de um outro a nível das chefias militares das Forças Armadas e dos chefes dos Serviços de Informação da CIRGL, que terminou no fim da manhã desta terça-feira, na capital.

A CIRGL foi criada após os conflitos políticos que marcaram a região dos Grandes Lagos, em 1994, cujo resultado marcou o reconhecimento da sua dimensão e a necessidade de um esforço concentrado, com vista a promoção da paz e do desenvolvimento na região.

Fazem parte da CIRGL Angola, Burundi, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia. (portalangop.co.ao)

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