Menina de 11 anos grávida que não quer abortar gera polémica

(Foto de Miguel Rojo/AFP/Arquivos)
(Foto de Miguel Rojo/AFP/Arquivos)
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Uma menina de 11 anos grávida que não quer interromper a gestação gerou polémica nesta quinta-feira no Uruguai, depois que a imprensa local divulgou o caso.

A garota engravidou do avô de sua meia-irmã durante visitas que fazia para ajudar a cuidar de seu sobrinho, informaram à AFP fontes próximas ao caso. “Foi durante uma dessas visitas que o abuso ocorreu”, disseram as fontes, que pediram anonimato.

O homem tem 41 anos. Todos eles moram em Montevidéu, segundo as fontes.

A menina está na décima sexta semana de gravidez, aproximadamente, e foi internada no Hospital Pereira Rosell da capital uruguaia com de 12 semanas. Ela está na área pediátrica.

O Uruguai legalizou o aborto em 2013, após décadas de debate sobre o tema. A lei nacional permite interromper a gravidez até 14 semanas em casos de estupro.

De acordo com fontes próximas à família, a criança tem um retardo leve e dificuldades de aprendizagem, embora não seja declarada deficiente.

A media local observa que, segundo relatórios médicos apresentados pelo Hospital Pereira Rosell e a avaliação de uma equipe especializada do Instituto da Criança e do Adolescente do Uruguai (Inau), a menina de 11 anos “não tem capacidade de entender as consequências de uma gravidez, maternidade e relacionamento com um homem com o triplo de sua idade”.

O caso tem sido avaliado nas últimas semanas pelo Inau, a equipe médica do Centro Hospitalar Pereira Rosell, a ONG El Faro, o ministério da Saúde e especialistas da Universidade da República.

Segundo informações do jornal La Diaria, a directora da Divisão de Saúde do Inau, Mónica Silva, garantiu: “Não existe risco de vida para a menina nem para o bebé, não podemos obrigá-la a abortar”.

Um porta-voz do Centro Hospitalar afirmou que a menor passa bem e está sendo monitorada por uma equipe de médicos.

No Uruguai, o aborto é actualmente permitido nas primeiras 12 semanas de gestação por critério exclusivo da mulher, ou 14 semanas em caso de estupro. (afp.com)

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