Maior partido da oposição sul africana elege o seu primeiro líder negro

Mmusi Maimane (REUTERS)
Mmusi Maimane (REUTERS)
Mmusi Maimane (REUTERS)

O principal partido da oposição sul africana, a Aliança a Democrática, elegeu o seu primeiro líder negro, o que é considerado como um passo importante para ser uma alternativa ao Congresso Nacional Africano, ANC , no poder.

A aliança, considerada por muitos como um partido da classe média de cidadãos brancos, venceu 22 %dos votos nas eleições do ano passado e quer alargar o seu apoio aos eleitorado negro.

Mmusi Maimane, de apenas 34 anos de idade, juntou-se à Aliança Democrática em 2009.

A anterior dirigente do partido Hellen Zille  abandonou o cargo depois de oito anos de liderança do partido

Maimane disse depois de ter sido eleito numa votação secreta que muitos  jovens negros sul africanos continuam a não gozar de oportunidades tal como acontecia no tempo do apartheid.

” A liberdade nada significa se não houver oportunidades”, disse  Maimane que foi ovacionado de pé pelos membros do seu partido

Maimane ocupava anteriormente o cargo de líder parlamentar da Aliança Democrática.

Cresceu no Soweto e afastou-se do ANC para se juntar à Aliança Democrática que tem estado a pressionar para que sejam iniciadas acções judiciais contra o Presidente Jacob Zuma por alegada corrupção.

“Não se engane Senhor presidente você vai responde em tribunal”,  disse o novo dirigente da oposição sul africana

“Ninguém está acima da lei e nenhum partido tem um direito divino de governar este país”, acrescentou.

A antiga dirigente do partido Hellen Zille disse que a eleição do novo dirigente é “um ponto de viragem não só para a Aliança mas também para a África do Sul”.

O jornal Sunday Times disse num editorial que a eleição de Maimane é “um marco para a Aliança Democrática e para a África do Sul”.

“Nas últimas duas décadas a nossa política tem sido uma questão negros contra brancos com o ANC visto com um partido dos anteriormente oprimidos e a AD como um partido de interesses brancos”, acrescentou o jornal. (voa.com)

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