Lucros do Grupo Emirates sobem 34% em 2014, para 1,5 mil milhões USD

(Foto: D.R.)
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Grupo Emirates regista lucros há 27 anos consecutivos. Companhia aérea teve resultado líquido de 1,2 mil milhões USD, um aumento de 40% face ao ano anterior. Custos com combustível caíram 7%.

O Grupo Emirates registou um lucro de 1,5 mil milhões USD em 2015, um aumento de 34% face ao ano anterior, revelou a empresa em comunicado. De acordo com o Relatório Anual 2014-2015, apresentado no dia 7 de Maio, no Dubai, as receitas atingiram os 26,3 mil milhões USD, um aumento de 10% em relação a 2014. O ano passado, segundo a operadora, foi o 27.º consecutivo com lucros.

O forte aumento do dólar em relação às moedas em vigor em muitos dos Emirados – que constituem os principais mercados da dnata (Agência de Viagens Dubai), teve um impacto negativo de 412 milhões de USD nos fundos do grupo, enquanto os custos estimados pela interrupção de 80 dias na operação do Dubai se cifraram nos 467 milhões USD.

A companhia aérea diz que enfrentou “com sucesso o aumento da pressão competitiva em todos os mercados, ao registar um lucro de 1,2 mil milhões USD”, um aumento de 40% em relação ao resultado de 2014, tendo registado uma margem de lucro de 5,1%, a mais alta desde 2010-2011.

Receita com novo recorde

“Apesar destes desafios, a receita da Emirates atingiu um novo recorde de 24,2 mil milhões USD. O preço médio do combustível caiu significativamente durante a segunda metade do exercício e sustentou a melhoria dos fundos da companhia”, explica a empresa, que adianta que “a factura de combustível diminuiu 7% no ano passado, para 7,8 mil milhões USD”.

“O combustível representa agora 35% dos custos operacionais, uma redução de 4 pontos percentuais em relação ao ano passado”, explica a empresa em comunicado enviado ao Expansão. No entanto, o combustível continua ainda a ser o maior componente de custo para a companhia aérea. Os custos operacionais totais subiram 6% e registou- se um aumento de receitas de 7% em relação ao exercício de 2010-2011.

Mais 11% de passageiros transportados

Com um total de 49,3 milhões de passageiros transportados, um aumento de 11% face ao ano anterior, a Emirates conseguiu alcançar uma taxa de ocupação de 79,6%, uma melhoria face aos 79,4% de 2013, apesar de um aumento de 9% na capacidade de quilómetros por assento disponível (ASKM). Isto revela o desejo dos passageiros em voar em aviões da Emirates de última geração e através de rotas eficientes através do seu hub no Dubai”, segundo a companhia. “As receitas geradas através das seis regiões em que a Emirates opera continuam a ser equilibradas, com nenhuma região a contribuir com mais de 30% para as receitas globais, adianta a empresa. A Europa é a região com maior receita, contribuindo com 6,9 mil milhões USD, um aumento de 7% face ao ano anterior.

O Leste da Ásia e Australásia seguem de perto, com um aumento de 3%, para 6,7 mil milhões USD. O maior crescimento, de 20%, foi registado nas Américas, com 3 mil milhões USD . As receitas do Golfo e do Médio Oriente aumentaram 4%, para 2,3 mil milhões USD. Do outro lado do globo, registaram- se fortes aumentos de receitas na Ásia Ocidental e Oceano Índico (mais 11%, para 2,5 mil milhões USD) em África (mais 5%, para 2,2 mil milhões USD).

O exercício de 2014-2015 registou também um bom desempenho para a Emirates SkyCargo, que apresentou uma receita de 3,4 mil milhões USD, um aumento notável de 9% face ao ano anterior. “Contribuindo em 15% para o total da receita de transportes da companhia aérea, a SkyCargo continua a desempenhar um papel fundamental na expansão das operações da companhia”.

Os hotéis da Emirates registaram receitas de 189 milhões USD, um aumento de 23% face ao homólogo. “Esta evolução positiva foi apoiada pela abertura da segunda torre do JWMarriott Marquis Hotel em Dubai, o hotel mais alto do mundo”, diz a empresa.

Em 56 anos de operação, o exercício de 2014-2015 foi o mais rentável da dnata. A receita da empresa cresceu para 2,8 mil milhões USD. A Emirates realiza sete voos semanais entre o Dubai e Luanda. De acordo com fonte oficial da empresa, não está previsto o aumento de frequências. (expansao.ao)

Por: Silvana Tchissuleno

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