Limpeza de 400.000 litros de petróleo na costa da Califórnia pode demorar “meses”

(D.R)

Entre agentes e voluntários, perto de 400 pessoas e quase duas dezenas de barcos trabalham continuamente para evitar que os cerca de 400.000 litros de petróleo derramados na costa da Califórnia provoquem um desastre ambiental ainda maior num santuário da vida selvagem na costa ocidental dos Estados Unidos.

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A guarda costeira avisa que as operações de limpeza podem durar “meses”. O estado de emergência foi declarado na Califórnia. A All American Pipeline, proprietária do oleoduto que sofreu uma rutura na terça-feira, afirma que os barcos “já recuperaram 29.000 litros de uma mistura de crude e água” e que perto de “30 metros de solo contaminado já foram removidos na zona onde ocorreu o derrame”, antecipando que tenham de ser retirados mais “90 metros de solo contaminado em torno do oleoduto”.

A fuga provocou uma maré negra ao longo de 15 km no canal de Santa Barbara, junto a um santuário marinho. Os ambientalistas temem que este possa ser o mais grave derrame de petróleo na zona em quase meio século, uma área natural, muito procurada por campistas e por quem gosta de observar golfinhos e baleias. “É repugnante ver a devastação ao longo da costa”, afirma uma ativista.

A dimensão da tragédia ambiental ainda está a ser avaliada

Esta região de Santa Barbara, 200 km a noroeste de Los Angeles, foi palco da maior maré negra da história dos Estados Unidos. Em 1969, quase 16 milhões de litros de crude foram derramados no oceano depois de uma explosão numa plataforma petrolífera. O movimento ambientalista norte-americano nasceu por causa dessa tragédia ambiental. (euronews.com)

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