Jerónimo de Sousa: PCP como “alternativa” ao “caminho para o desastre”

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Jerónimo de Sousa falou hoje, na região de de Paris, de um Portugal “espartilhado e com colete de forças”, dizendo que o Partido Comunista Português (PCP) acredita que “existe uma alternativa” ao “caminho para o desastre”, em referência às próximas eleições legislativas.

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“A questão está em saber se confiamos nos mesmos do costume, se continuamos este caminho para o desastre ou se existe uma alternativa para esse mesmo rumo e se devolve a Portugal o direito à sua afirmação de soberania”, declarou o secretário-geral do PCP, apontando que “há alternativa” e que “o país tem possibilidades imensas para sair da situação em que se encontra”.

O líder comunista, que falava no final de um almoço-convívio na Associação Franco-Portuguesa de Puteaux, nos arredores da capital francesa, criticou a “política que levou a uma situação dramática particularmente nos últimos 4 anos”, com o “verdadeiro pacto de agressão que o PS, PSD e CDS assinaram”.

Jerónimo de Sousa lamentou que em Portugal existam “mais de dois milhões e 500 mil pobres” e voltou a defender a renegociação de “uma dívida insuportável”, “a reposição dos direitos roubados, dos salários cortados, das reformas e pensões, o direito ao serviço nacional de saúde e à educação”.

“Durante quatro anos, foram liquidados 400 mil postos de trabalho, que gerou este novo surto de emigração, que levou a que os jovens qualificados estejam a abandonar Portugal. Mas isto não foi castigo divino, foi resultante de uma política concreta. É preciso uma alteração, uma mudança, uma política diferente”, afirmou.

O líder comunista declarou, ainda, que o PCP “está em condições de ser parte do governo, mas para governar do lado de quem trabalha e trabalhou, do lado dos que menos têm e menos podem, do lado dos injustiçados”.

“Não nos venham oferecer um lugar ou outro no governo para continuar a mesma política que levou ao desastre nacional”, lançou, considerando que Portugal está “dependente do estrangeiro” e que “a troika foi-se embora ao fim de quatro anos mas deixou lá o ovo da sua política” com o “garrote” do tratado orçamental.

Face a uma sala completa e depois de vários abraços e fotografias, Jerónimo de Sousa falou sobre os emigrantes como “um povo capaz de fazer face às dificuldades da vida” mas ” um povo maltratado”, criticando “o encerramento de consulados” e a “forma de colocação dos professores de português na diáspora”.

Antes do almoço, durante um encontro com dirigentes associativos portugueses da região parisiense, o líder comunista prometeu integrar no programa eleitoral do PCP “as contribuições” que lhe foram apresentadas e que o partido considere “de valor”.

O líder comunista esteve, hoje, na Associação Franco-Portuguesa de Puteaux, nos arredores da capital francesa, um dia depois de ter participado num jantar da CDU na Associação Portuguesa Sanjorgense em Düsseldorf, na Alemanha. (noticiasaominuto.com)

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